Mais de um terço das empresas antevê quebras nas vendas

E 79% dos empresários considera que a resposta à crise passa pela redução de impostos sobre eletricidade, gás e combustíveis líquidos, segundo estudo da CIP hoje esta segunda-feira.
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Mais de um terço (34%) das empresas espera uma quebra de vendas no último trimestre, de acordo com o inquérito feito no âmbito do "Projeto Sinais Vitais", desenvolvido pela CIP - Confederação Empresarial de Portugal, em parceria com o Management & Marketing FutureCast Lab do ISCTE.

O estudo, que contou com uma amostra de 245 empresas, das quais 45% do setor da indústria e energia, os outros serviços representam 27% e o comércio 10%, foi realizado entre 5 e 15 de setembro, ou seja, terminou no dia em que foram apresentadas as medidas do governo de apoio às empresas

Questionadas sobre a previsão de vendas e prestação de serviços no quarto trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2019 (antes da pandemia), as empresas revelaram um cenário "negativo", com 28% a esperarem um aumento, contra 34% a esperarem uma diminuição. "Esta perspetiva é sobretudo influenciada pelas expectativas negativas nas pequenas e micro empresas", refere o estudo.

As empresas que esperam aumentar as vendas (28%) têm como expectativa um aumento médio de 26% do seu volume de negócios e as que esperam diminuir (34%) estimam uma queda "em média de 24%". As restantes (38%) empresas esperam manter a faturação.

No que respeita à previsão da evolução de custos, "a expectativa dos empresários e gestores de topo das empresas é a de haver aumentos nos custos em 78% dos casos, sendo que em 47% serão muito acentuados", e no que diz respeito à evolução dos preços, metade dos inquiridos referem que "irão manter os seus preços, sendo que apenas em 22% dos casos, terão de fazer aumentos mais acentuados".

Sobre as medidas do Governo para mitigar o aumento de custos, a maioria (79%) "considera muito adequada e adequada a redução de impostos sobre a eletricidade, gás e combustíveis líquidos". A redução da TSU e do IVA foram apontadas por 74% e 73%, respetivamente, das empresas inquiridas. Mais de metade (59%) das companhias consideraram "muito adequado ou adequado "existir compensação financeira às empresas intensivas em energia".

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