A Mango fechou primeiro semestre deste ano com uma faturação de 1214 milhões de euros, o que representa um crescimento de 24,8% no volume de negócios, relativamente ao período homólogo, ultrapassando o número de vendas registadas nos primeiros seis meses de 2019, em período pré pandemia.
Como refere a empresa, em comunicado, o grupo, com sede em Barcelona, pretende acelerar o seu ritmo de investimento e prevê ultrapassar os 124 milhões de euros em 2022, quase o triplo do que em 2021. Estes investimentos vão recair principalmente nas áreas da tecnologia, logística, instalações e lojas.
A Mango, que está presente em mais de 110 países, refere que tem registado uma evolução positiva em todos os mercados onde opera, com exceção da Rússia, onde abandonou as suas operações diretas.
"No final do primeiro semestre, a empresa contava com uma rede de 2508 pontos de venda em todo o mundo, após ter realizado um total de 61 aberturas líquidas desde o passado mês de dezembro", pode ler-se na mesma nota, explicando que espera chegar aos 300 pontos de venda em Paris, até 2025. E, nos Estados Unidos, onde já abriu um espaço na Quinta Avenida, em Nova Iorque, a insígnia quer, até 2024, ter 40 lojas. Na Índia, a empresa acelerou o seu desenvolvimento, pela mão do seu parceiro Myntra, onde chegou aos 50 pontos de venda no primeiro semestre e onde prevê a realização de 15 a 20 inaugurações no segundo.
Foi também durante este primeiro semestre que a Mango concluiu as obras de ampliação do seu centro logístico em Lliçà d'Amunt, em Barcelona, e iniciou a instalação dos sistemas de intralogística, resultado de um investimento de 88 milhões de euros.
A aposta da marca vai recair também nas lojas físicas, sendo que a empresa pretende fechar o corrente ano com mais de dois mil e 600 pontos de venda, abrindo mais de 100 espaços.
Outro dos grandes projetos que a Mango tem em andamento é a construção da sua nova sede corporativa. O novo Campus Mango, que implicará uma renovação dos espaços atuais e uma ampliação com um novo edifício corporativo, entrará em funcionamento em 2024.
A empresa revela ainda que em abril conseguiu "pela primeira vez na sua história, vincular a sua dívida aos critérios ESG (ambientais, sociais e de boa governança empresarial). O valor da dívida do grupo será reduzido se atingir 100% do uso de algodão sustentável, poliéster reciclado e fibras celulósicas de origem controlada até 2025, bem como se conseguir alcançar uma redução de 10% nas emissões de CO2 de alcance 1 e 2".