Mariano Rajoy constitui um governo de fiéis e amigos

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O novo executivo espanhol é constituído por pessoas muitas próximas, incluindo amigos pessoais, do presidente do governo Mariano Rajoy.

O líder do Partido Popular é descrito como um homem desconfiado e rodeou-se de pessoas com as quais convive diariamente nos últimos 30 anos, algo muito raro em política.

Os mais próximos do líder espanhol são: José Manuel García-Margallo (Negócios Estrangeiros), Jorge Fernández Diaz (Administração Interna), Miguel Arias Cañete (Agricultura), Ana Pastor (Economia) e José Manuel Soria (Indústria), segundo o El País.

Todos estes ministros são da mesma geração que Rajoy, tem muita experiência política, e acima de tudo são seus amigos.

Os restantes, são todos pessoas da sua absoluta confiança que o acompanharam durante a sua larga travessia no deserto, enquanto líder da oposição.

"Acho que como bom galego é uma pessoa muita discreta", diz a jornalista espanhola, Begoña Íñiguez, ao DN sobre Rajoy. "É uma pessoa que estuda, que analisa, que faz o balanço das coisas e depois actua, com muita calma e contenção", afirma a jornalista.

A atitude centrista faz com que tudo gire a volta dele, como sempre, mas delega o seu pode em Soraya Sáenz de Santamaría, a única vice-presidente.

A escolha de um único braço-direito pelo presidente prende-se com questões pragmáticas: para que não existam dúvidas em caso de conflito, para que fale com autoridade todas as semanas como porta-voz governamental e para que os veteranos não questionem o seu poder. "É uma pessoa da sua total confiança", diz Begoña Íñiguez sobre Santamaria.

Para ministro de Economia e Competitividade foi escolhido Luis de Guindos, secretário de Estado de Economia durante os governos de José Maria Aznar e antigo responsável para Espanha do Lehman Brothers.

Para as Finanças e Administração Pública foi nomeado Cristóbal Montoro, um homem de confiança de Mariano Rajoy.

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