O Carnaval de 2026 foi, inevitavelmente, impactado pelo mau tempo que varreu o centro do país, e que obrigou ao cancelamento de muitas iniciativas previstas para uma das épocas mais festivas do início do ano.
Dados da Reduniq, libertados esta terça-feira, 24 de fevereiro, revelam que nos dez concelhos mais associados às celebrações carnavalescas, a faturação caiu 8,1% entre 14 e 17 de fevereiro de 2026, face a igual período do ano passado. O REDUNIQ Insights é um relatório da UNICRE que analisa a evolução dos pagamentos por cartão na sua rede nacional.
“Entre os concelhos analisados, Estarreja registou a maior quebra de faturação (-17,1%), seguida de Sesimbra (-10,6%), Torres Vedras (-9%), Loulé (-8,9%), Sines (-8,5%) e Alcobaça (-8,4%). A Madeira apresentou uma descida de 7,2%, enquanto a Mealhada registou uma variação negativa de 7,8%. Ovar apresentou uma quebra mais moderada (-1,5%) e Macedo de Cavaleiros foi o único concelho a manter praticamente estável a sua faturação (+0,1%)”, avança a Reduniq em comunicado enviado às redações.
Ao nível do gasto médio por cartão, a Madeira apresentou a descida mais acentuada (-12,2%), fixando-se nos 70,25 euros.
Já Torrres Vedras destacou-se pela positiva, registando uma subida de 12,9%, para 47,21euros. No ticket médio, Sines registou a maior descida (-14,7%), para 23,95 euros, enquanto Torres Vedras voltou a evidenciar uma evolução positiva (+6,2%), para os 27,86 euros.
A análise por origem dos cartões demonstra que o consumo nacional continuou a ser predominante na maioria dos concelhos, com pesos superiores a 90% em muitos deles.
Ainda assim, os destinos com maior vocação turística mantiveram uma presença relevante de consumo estrangeiro, nomeadamente a Madeira (31,7%) e Loulé (21%).