Médico virtual da Dioscope vai apoiar 14 hospitais do SNS

Startup criada pelo médico Tomás Pessoa e Costa, em 2018, vai implementar uma plataforma digital que contribuirá para melhorar decisões clínicas na linha da frente. Objetivo é diminuir o erro médico e reduzir os tempos de espera.
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A Dioscope criou uma plataforma para formação médica e criação de sistemas de apoio à decisão clínica em ambiente hospitalar e acaba de fechar contratos com 14 hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Startup portuguesa vai apoiar o trabalho dos profissionais de saúde do SNS assegurando a assistência de um sistema que surge como um "médico virtual".

De acordo com a empresa criada pelo médico Tomás Pessoa e Costa, a plataforma da Dioscope vai apoiar os seguintes hospitais: ospital São João; Hospital Egas Moniz; Hospital de São José; Hospital de Santa Marta; Hospital Curry Cabral; Hospital da Estefânia; Maternidade Alfredo da Costa; Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga; Centro Hospitalar Médio Tejo e Alto Douro; Centro Hospitalar Oeste; Hospital de Santo André; Hospital de Distrital de Pombal; Hospital de Alcobaça; Centro Hospitalar de Leiria.

Os contratos já estão fechados, mas ainda decorrem negociações para determinar o modelo de operação e colaboração da Dioscope com as unidades hospitalares. O sistema está em fase final de implementação, sendo objetivo da startup concluir a integração da plataforma nestes hospitais até ao final do ano de 2022.

"A implementação dos sistemas de apoio à decisão clínica nos hospitais e centros de saúde é um passo determinante para melhorarmos o SNS", afirma Tomás Pessoa e Costa. O médico e líder da Dioscope defende que o objetivo é "ajudar os médicos reais que estão no serviço de urgência, na linha da frente, melhorando tempos de espera e diminuindo o erro médico".

A integração da plataforma no SNS está a ser liderada, do lado da startup, pelo médico Francisco Goiana da Silva, que integra este ano a Dioscope e que já passou pelo grupo Sonae como diretor de novos negócios de saúde. Goaian da Silva explica que a ambição do projeto passa por "democratizar o acesso à boa decisão médica".

A plataforma da startup criada em 2018 permitirá aos médicos criarem um chatbot só para o sistema hospitalar onde estão inseridos, integrando um centro de ensino digital. Isto num sistema adaptado à realidade de cada unidade hospitalar, procurando "melhorar a eficácia dos serviços" e "prevenir o erro médico", além de contribuir para "melhorar a articulação entre as várias especialidades".

A promessa da Dioscope é "diminuir a sobrecarga dos profissionais de saúde na linha da frente", sem descurar no atendimento aos doentes.

A Dioscope surgiu com o objetivo de apoiar a formação médica, criando uma plataforma digital para o efeito. Contudo, em 2021, virou-se para um apoio mais direto á comunidade hospitalar "como consequência do sistema de saúde sobrecarregado pela pandemia".

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