Medina admite maiores aumentos nas pensões

O ministro das Finanças, Fernando Medina, volta a afirmar que, se a inflação registada em novembro for superior a 7,4%, o governo deverá reverter a atualização das reformas para 2023 que implica um corte de cerca de 50% como contrapartida do bónus na pensão.
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O ministro das Finanças, Fernando Medina, voltou a reconhecer, esta sexta-feira, durante a audição no Parlamento a propósito do debate na generalidade da proposta do Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), maiores aumentos nas pensões em 2023 caso a inflação, em habitação, registada em novembro seja superior à previsão do governo, de 7,4%.

Recorde-se que, como contrapartida do bónus de mais meia pensão atribuída em outubro a reformados da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações (CGA) com prestações até 5318,4 euros, o governo rasgou a fórmula da atualização das pensões que previa subidas entre 8% e 7,1% em 2023, cortando o valor do aumento para variações entre 4,43% para 3,53%.

Confrontado com a hipótese de a inflação, em novembro, se situar acima dos 7,4% estimados pelo governo, Medina esclareceu: "Se chegarmos a novembro e os dados relativamente à inflação de novembro nos mostrarem que foi diferente para cima do que aprovámos aqui, faremos correção a esse valor de modo a que aumento de 2023 seja corrigido".

Mas esta correção terá sempre em conta o complemento de pensão pago em outubro, ou seja, dificilmente atingirá os valores de origem da fórmula entre 8% e 7,1%.

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