Medina confiante que Banco Central Europeu faça "o necessário" para evitar mercados destabilizados

O ministro das Finanças disse ser "muito importante a afirmação que a governadora do Banco Central Europeu fez sobre a determinação do BCE em evitar a fragmentação dos mercados de dívida soberana".
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O ministro das Finanças, Fernando Medina, mostrou-se esta sexta-feira confiante de que o Banco Central Europeu (BCE) fará "o necessário" para evitar "riscos de desestabilização" do mercado da dívida, garantindo que Portugal fará "a sua parte".

"Tenho a confiança de que, como já aconteceu no passado, o BCE fará aquilo que for necessário e que será suficiente para evitar riscos de desestabilização dos mercados da dívida soberana", declarou Fernando Medina.

Falando aos jornalistas portugueses após a reunião dos ministros das Finanças da União Europeia (UE) e um dia depois de o Eurogrupo ter recebido a presidente do BCE, o governante português da tutela disse ser "muito importante a afirmação que a governadora do Banco Central Europeu [Christine Lagarde] fez sobre a determinação do BCE em evitar a fragmentação dos mercados de dívida soberana".

"Essa é uma declaração que tem mais importância ainda porque é seguida de uma declaração mais detalhada sobre a forma como essa salvaguarda será feita" e "é bom que [Christine Lagarde] o faça neste momento, que é o tempo certo em que se está no início de uma fase de maior turbulência", acrescentou.

Fernando Medina apontou que "o BCE o se comprometeu que vai atuar e é muito importante que o faça, aliás, à semelhança do que já aconteceu em outros momentos".

"Não muitas vezes acontece na nossa história, mas já no ano passado Portugal teve um défice público inferior à Alemanha e também terá em 2022 e, por isso, nós estamos a fazer a nossa parte", destacou.

E concluiu: "É preciso que todos de facto façam a sua parte e as palavras do BCE são particularmente importantes neste contexto".

Na quarta-feira, o BCE anunciou que iria "acelerar" o projeto de um novo instrumento "anti-fragmentação" para impedir um afastamento muito grande entre as taxas de juro dos países do norte e os do sul na zona euro.

Ao mesmo tempo, o BCE prometeu "flexibilidade" na sua política monetária para acalmar a tensão no mercado de dívida, após uma reunião de emergência do Conselho de Governadores.

A tensão nos mercados aumentou particularmente depois de o BCE ter anunciado, na semana passada, que vai subir as taxas de juro em julho, a primeira subida em 11 anos, depois de ter concluído as compras líquidas de dívida pública e privada, o que levou a uma subida dos juros da dívida de alguns países, com a Itália a ser apontada como particularmente afetada.

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