Menos 'smart', mais bateria: os CEO espertos preferem telemóveis burros

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A Nokia anunciou recentemente que vai deixar de vender telemóveis de entrada de gama nos Estados Unidos e Canadá e vai passar só a vender smartphones com sistema operativo da Microsoft.Mas talvez a empresa finlandesa tenha-se precipitado na sua estratégia para a América do Norte, porque os telemóveis Nokia "un-smartphone" voltaram e ameaçam ficar por muito tempo.Um dos homens fortes da economia europeia, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet foi fotografado recentemente a falar num telemóvel, e não era um Blackberry, não era um iPhone, nem sequer um HTC, mas um velho e simples Nokia, um género de modelo que existe para fazer o mais importante quando compramos um telefone móvel: receber e fazer chamadas.A tendência dos CEO voltarem a usar telemóveis sem serem 'smart', vai de encontro às tendências actuais, em que por exemplo, os jovens envolvidos nos motins recentemente em Inglaterra, usavam o Blackberry para comunicar entre si e para se organizarem.O chefe da Balderton Capital, Barry Maloney, uma das principais empresas de capital de risco europeias foi inquirido recentemente por um jornalista do Wall Street Journal porque é que usava um Nokia "normal" e não um smartphone. A resposta foi bastante simples e sem grandes mistérios, Barry Maloney disse que aquele é simplesmente o melhor telemóvel que já teve, porque aguenta vários dias com uma carga de bateria, as chamadas nunca caiem e a qualidade é excelente.Um sector económico que continua a privilegiar um telemóvel robusto, simples e viável, é a construção civil. Um construtor civil inglês, Jonathan Blackwell, não passa sem um bom velho Nokia 5120, 5140 e até o 6310. As razões? "Podemos deixa-lo cair numa obra e ele continua impecável". Outras vantagens apontadas por Blackwell são: "Temos sempre rede seja onde for e a bateria dura e dura e dura."

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