Lisboa registou um take-up acumulado de escritórios de 45.500 metros quadrados (m2) nos dois primeiros meses do ano, um crescimento exponencial face aos cerca de 10.000 m2 tomados no mesmo período de 2021.
Segundo o Office Flashpoint da JLL, janeiro já tinha dado sinais de forte atividade, mas foi fevereiro que deu o principal contributo para o resultado acumulado, gerando cerca de 70% do take-up, num total de 32.200 m2.
Este desempenho foi influenciado pela operação de pré-arrendamento para ocupação própria, nomeadamente a sede da Fidelidade, numa área total de 28.000 m2.
Os resultados acumulados refletem esta operação, que equivale a mais de metade da área tomada no mercado.
No total do ano contabilizam-se 26 operações com uma área média de 1.750 m2. Em fevereiro, somam-se 11 operações, com uma área média de 2.930 m2, com todas, exceto a sede da Fidelidade, serem para ocupação imediata.
Em comunicado, Sofia Tavares, Head of Office Leasing da JLL, realça que mesmo sem o efeito da operação da Fidelidade "o mercado está com muita vitalidade. São mais de 17.500 m2 tomados, num crescimento de 75% face ao ano passado e todos para ocupação imediata".
Na sua opinião, fevereiro confirma a boa dinâmica do início do ano e "faz-nos antecipar o regresso do mercado de escritórios aos níveis pré-covid".
No mercado do Porto, a atividade apresenta-se também dinâmica, garantindo operações de ocupação imediata. Neste concelho, não existe falta de procura, mas há limitações de disponibilidade de oferta qualificada para tomada imediata, aponta Sofia Tavares.
Nos dois primeiros meses de 2022, o mercado de escritórios Porto totalizou 3.000 m2 de take-up, dos quais cerca de 600 m2 registados em fevereiro. Do total das sete operações no acumulado do ano, fevereiro contribuiu com apenas uma operação.