

Os gigantes da banca que atuam nos EUA estão a desvalorizar de forma agressiva em bolsa, esta segunda-feira, 12 de janeiro. Na origem está o plano de Donald Trump para colocar um limite de 10% nos juros referentes ao crédito ao consumo.
Através de uma publicação nas redes sociais, o presidente dos EUA fez saber que a medida deverá entrar em vigor a 20 de janeiro, data em que completa um ano do segundo mandato como presidente. Ainda assim, não esclareceu como a medida seria imposta ou o que vai fazer concretamente para aquela finalidade.
O post foi feito já após o fecho dos mercados de sexta-feira, pelo que a reação em bolsa foi conhecida nesta segunda-feira. A medida representaria uma barreira significativa ao negócio dos bancos, pelo que o setor se viu castigado pelos investidores.
Com efeito, perto das 15h00 (hora de Lisboa), o índice S&P 500, que funciona como referência na bolsa de Nova Iorque, é palco de quedas acentuadas. O Synchrony Financial e o Capital One Financial estão a tombar perto de 7% e 6.20%, respetivamente, pelo que lideram o sentimento negativo naquele índice.
Ainda em Wall Street, o American Express contrai 4,60%, ao passo que o JPMorgan Chase recua 1,60%. Olhando ao setor dos pagamentos, há contrações próximas de 2,60% na Visa e no Mastercard.
O britânico Barclays também conta com operações em solo norte-americano e por isso segue pelo mesmo caminho, já que perde 1,90%, na bolsa de Londres.