Bolsas recuperam e petróleo cai a pique após Trump prometer fim da guerra "muito em breve"

A semana passada ficou marcada por quedas fortes em bolsa, face ao conflito no Médio Oriente e a tendência manteve-se esta segunda-feira, dia 9 de março.
Euronext
Euronext © AP/Thomas Padilla
Publicado a

Os mercados registam um alívio evidente, na sequência de Donald Trump prometer que a guerra no Médio Oriente vai terminar "muito em breve".

A semana passada ficou marcada por quedas fortes em bolsa, face ao início da guerra no Médio Oriente e a tendência manteve-se esta segunda-feira, dia 9 de março. Os mercados registaram ainda um disparo no preço do barril e do gás natural, em função daquela região ter algumas das maiores reservas mundiais dos dois recursos, com a produção a ficar gravemente afetada.

As bolsas europeias estão a recuperar parte das perdas recentes, depois de a sessão ter sido positiva em Wall Street na segunda-feira e nos mercados asiáticos já esta terça-feira. Em simultâneo, o preço do petróleo volta a cair, de forma agressiva, após superar os 100 dólares por barril na segunda-feira, pela primeira vez desde 2022.

Ora, após o final da sessão bolsista na Europa, Trump prestou declarações nas quais garantiu que a guerra terminará "muito em breve", o que significaria uma redução substancial face às quatro a cinco semanas que o mesmo havia previsto, numa fase inicial. Assim sendo, o alívio nos mercados é evidente, espalha-se por várias classes de ativos e um pouco por todo o mundo.

Bolsas em forte alta

Wall Street terminou a última sessão com sentimento positivo entre os principais índices. A título de exemplo, o S&P 500, que funciona como índice de referência, ganhou 0,83%.

EPA/JUSTIN LANE

Nas horas seguintes, a sessão foi marcada por sensações positivas nos mercados asiáticos, de forma particular nas bolsas de Hong Kong e Japão, cujos principais índices subiram perto de 2% e 3%, respetivamente.

O ânimo chega às mais importantes praças europeias, onde se registam ganhos entre 1,5% e 2,8%. Também Lisboa segue pelo mesmo caminho, na medida em que o índice PSI avança 1,35% pelas 10 horas desta terça-feira. Aproxima-se, por isso, da marca dos nove mil pontos, que alcançou pela primeira vez há cerca de um mês.

O sentimento é transversal a todos os setores, exceção feita à energia. As empresas que vendem petróleo e gás natural valorizaram de forma expressiva no passado recente e estão agora a cair com força, num movimento que está ligado às quedas registadas nos futuros.

É o caso da Galp, que cai quase 3%. TotalEnergies, Eni e Repsol também registam recuos, em torno de 1,5%.

Petróleo tomba de forma expressiva

O preço do barril está a recuar, face à ideia de que a guerra poderá terminar mais cedo do que o previsto pelos investidores. Depois de atingir um pico de 118 dólares (máximo de 2022) na madrugada de domingo para segunda, o Brent recua 7,24% até aos 91,80 dólares por barril.

Em parte, o pânico dos investidores está ligado a outra promessa do presidente dos EUA. É que Donald Trump disse, também nesta segunda-feira, que o preço do petróleo deverá descer num futuro próximo.

Esta é a referência europeia para os contratos futuros de petróleo. A procura disparou desde segunda-feira, em função da certeza de uma redução acentuada na oferta disponível no mercado, fazendo subir o preço.

Ao mesmo tempo, o WTI (equivalente para o mercado dos EUA) contrai 7,02% e fica-se pelos 88,12 dólares por barril.

Também os contratos futuros de gás natural encareceram em força desde a semana passada e agora estão a cair 12,38%. Em causa esteve, igualmente, a ideia de um corte agressivo na produção e oferta, que entretanto poderá ser atenuado, caso se cumpram as palavras de Trump.

Euronext
Trump promete que preço do petróleo vai descer em breve
Euronext
Irão dá sinal de reforço da linha dura, mas Trump diz que a guerra está a caminho do fim
Euronext
Maersk cancela duas rotas de transporte de mercadorias no Médio Oriente

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt