

Os mercados registam um alívio evidente, na sequência de Donald Trump prometer que a guerra no Médio Oriente vai terminar "muito em breve".
A semana passada ficou marcada por quedas fortes em bolsa, face ao início da guerra no Médio Oriente e a tendência manteve-se esta segunda-feira, dia 9 de março. Os mercados registaram ainda um disparo no preço do barril e do gás natural, em função daquela região ter algumas das maiores reservas mundiais dos dois recursos, com a produção a ficar gravemente afetada.
As bolsas europeias estão a recuperar parte das perdas recentes, depois de a sessão ter sido positiva em Wall Street na segunda-feira e nos mercados asiáticos já esta terça-feira. Em simultâneo, o preço do petróleo volta a cair, de forma agressiva, após superar os 100 dólares por barril na segunda-feira, pela primeira vez desde 2022.
Ora, após o final da sessão bolsista na Europa, Trump prestou declarações nas quais garantiu que a guerra terminará "muito em breve", o que significaria uma redução substancial face às quatro a cinco semanas que o mesmo havia previsto, numa fase inicial. Assim sendo, o alívio nos mercados é evidente, espalha-se por várias classes de ativos e um pouco por todo o mundo.
Bolsas em forte alta
Wall Street terminou a última sessão com sentimento positivo entre os principais índices. A título de exemplo, o S&P 500, que funciona como índice de referência, ganhou 0,83%.
Nas horas seguintes, a sessão foi marcada por sensações positivas nos mercados asiáticos, de forma particular nas bolsas de Hong Kong e Japão, cujos principais índices subiram perto de 2% e 3%, respetivamente.
O ânimo chega às mais importantes praças europeias, onde se registam ganhos entre 1,5% e 2,8%. Também Lisboa segue pelo mesmo caminho, na medida em que o índice PSI avança 1,35% pelas 10 horas desta terça-feira. Aproxima-se, por isso, da marca dos nove mil pontos, que alcançou pela primeira vez há cerca de um mês.
O sentimento é transversal a todos os setores, exceção feita à energia. As empresas que vendem petróleo e gás natural valorizaram de forma expressiva no passado recente e estão agora a cair com força, num movimento que está ligado às quedas registadas nos futuros.
É o caso da Galp, que cai quase 3%. TotalEnergies, Eni e Repsol também registam recuos, em torno de 1,5%.
Petróleo tomba de forma expressiva
O preço do barril está a recuar, face à ideia de que a guerra poderá terminar mais cedo do que o previsto pelos investidores. Depois de atingir um pico de 118 dólares (máximo de 2022) na madrugada de domingo para segunda, o Brent recua 7,24% até aos 91,80 dólares por barril.
Em parte, o pânico dos investidores está ligado a outra promessa do presidente dos EUA. É que Donald Trump disse, também nesta segunda-feira, que o preço do petróleo deverá descer num futuro próximo.
Esta é a referência europeia para os contratos futuros de petróleo. A procura disparou desde segunda-feira, em função da certeza de uma redução acentuada na oferta disponível no mercado, fazendo subir o preço.
Ao mesmo tempo, o WTI (equivalente para o mercado dos EUA) contrai 7,02% e fica-se pelos 88,12 dólares por barril.
Também os contratos futuros de gás natural encareceram em força desde a semana passada e agora estão a cair 12,38%. Em causa esteve, igualmente, a ideia de um corte agressivo na produção e oferta, que entretanto poderá ser atenuado, caso se cumpram as palavras de Trump.