

Os mercados estão a reagir em força ao cessar-fogo acordado entre EUA, Israel e Irão. Depois de fortes quedas nas bolsas e máximos de vários anos no petróleo, em resultado da guerra, o sentimento inverteu, fruto dos sinais de pacificação.
Olhando ao petróleo, os contratos futuros de Brent tombam perto de 15%, pelas 12h42 desta quarta-feira. Em simultâneo, o WTI contrai 17%. Em ambos os casos, o barril ronda os 93 dólares. Ainda na indústria energética, o gás natural negociado na Europa (TTF) está a cair 14%.
Ao mesmo tempo, as bolsas recuperam máximos do início de março, quando registaram as primeiras quedas, em função do início do conflito. Nos mercados europeus, o índice agregado Euro Stoxx 600 avança 4,30%. Este reúne as 600 maiores cotadas do continente e funciona como referência para muitos acionistas.
Em simultâneo, os principais índices de Itália, Espanha e França ganham mais de 4%, ao passo que o alemão DAX se adianta acima de 5%. Cotado na bolsa de Londres, o FTSE 100 não perdeu tanto como outros, em resultado da guerra, pelo que também está a subir menos, na ordem de 3%.
Em Lisboa, o PSI também ficou entre os índices que menos perderam, pelo que hoje não vai além de um ganho de 0,60%.
Numa análise por setores, é possível verificar que as energéticas que trabalham no mercado petrolífero registam, naturalmente, quedas expressivas. Depois de um período marcado por fortes altas, que provocou valorizações agressivas nas ditas empresas, a queda do preço do petróleo está a atirá-las para terreno negativo.
É o caso da Galp, por exemplo, que está a cair 7%. A Repsol, em Espanha, e a Eni SpA, em Itália, estão a cair na mesma proporção, ao passo que as britânicas BP e Shell recuam perto de 6%.
Por outro lado, a generalidade dos setores corrigem as perdas das últimas semanas, com especial foco nos setores que mais caíram. É o caso, da banca, tecnologia, construção e aviação, entre outros.
Olhando a outros mercados, a sessão já terminou nas bolsas asiáticas, mas foi visível o sentimento positivo, com as subidas a começarem nos 2,5% e a irem além de 5%, entre os principais índices. Destaque para o japonês Nikkei, que ganhou ímpeto, ao subir 5,39%.
A este respeito, de recordar que a bolsa de Wall Street abre pelas 14h30 de Lisboa.
Nota ainda para o mercado cambial, no qual as mais variadas divisas valorizam face ao dólar. É o caso do euro, que ganha 0,9%, assim como a libra britânica (1,3%), o iéne japonês (0,94%) e o yuan chinês (0,39%).