Bolsas fecham a perder mais de 2%. Dólar ganha terreno face ao euro
Dólar sobe quase 1% para máximos de um mês
O dólar está a avançar 0,96% face ao euro, a beneficiar da guerra no Médio Oriente.
Nas negociações cambiais, um dólar equivale agora a 0,8547 euros, o que significa que este valor está em máximos da segunda metade de janeiro.
A divisa norte-americana é conotada como ativo de refúgio, o que beneficia as negociações. Isto porque o conflito travado entre Estados Unidos, Israel e Irão gera um cenário de incerteza e agitou os mercados de capitais durante toda a sessão desta segunda-feira, 2 de março.
Ouro e petróleo desaceleram após forte alta
As negociações pelos futuros de ouro e petróleo acalmaram ao longo da tarde, depois de se registar euforia durante a manhã desta segunda-feira, 2 de março.
O ouro recuou para a marca dos 5.305 dólares, o que significa uma subida de 1,10% face à abertura da sessão. Ainda assim trata-se de um recuo significativo depois de as negociações superarem os 5.430 dólares perto das 8h15 da manhã.
Em simultâneo, o preço dos futuros do barril recuou e está significativamente abaixo dos máximos diários que alcançou à mesma hora. O Brent chegou a negociar acima dos 79 dólares e acabaria por recuar até aos 77,48 dólares por barril, 6,33% acima do início da sessão. O WTI está a avançar 5,64% face à abertura da sessão, até aos 70,80 dólares. Ainda assim, o barril chegou a negociar acima dos 72 dólares, também pelas 8h15 da manhã.
Bolsas europeias encerram o dia com perdas que superam os 2%
As principais praças do Velho Continente registaram descidas expressivas na sessão desta segunda-feira, 2 de março.
Olhando aos índices vistos como referências, há perdas de 2,72% no IBEX 35 (Espanha), 2,66% no DAX (Alemanha), 2,17% no CAC 40 (França) e 1,87% no FTSE MIB (Itália). O Reino Unido não foi tão longe, já que o FTSE 100 se ficou pelos 1,30%.
Entre as principais cotadas, a Stellantis foi protagonista de uma das quedas mais acentuadas, ao cair 7,16%.
Bolsas europeias reagem com perdas fortes às quedas de Wall Street
Em reação às descidas que se registam nos principais índices de Wall Street, os investidores castigam ainda mais os índices de referência das principais praças europeias. As tensões têm por base as tensões que se ergueram, desde sábado, no Médio Oriente, fruto dos ataques dos EUA e Israel ao Irão, a par da resposta da Guarda Revolucionária iraniana.
O espanhol IBEX 35 lidera as perdas neste capítulo, ao cair 2,92%. Seguem-se recuos de 2,54% no DAX (Alemanha), 2,28% no CAC 40 (França) e 2,25% no FTSE MIB (Itália). No Reino Unido, o FTSE 100 perde 1,27%, pelas 15h45 desta segunda-feira, 2 de março.
Em simultâneo, o Euro Stoxx 600 está a contrair 1,75%. Este é um índice agregado, que reúne as 600 cotadas com maior exposição de capital nas bolsas europeias. Em simultâneo, o Euro Stoxx 50 perde 2,53%.
Energéticas americanas disparam em Wall Street
Após o Irão encerrar o estreito de Ormuz (por onde passa 25% do petróleo comercializado em todo o mundo), os mercados temem uma redução expressiva na oferta daquele combustível fóssil, que provocaria uma subida acentuada nos preços de venda aos consumidores. Também no caso do gás natural (GNL) existe o mesmo risco, com a QatarEnergy a encerrar a produção deste último após as respetivas infraestruturas serem alvo de um ataque do Irão com recurso a drones.
Assim sendo, o preço dos futuros de petróleo e gás natural estão em forte alta (ver peça infra). Em resultado, há fortes valorizações da generalidade das empresas do setor cotadas em bolsa (ver peças infra sobre subidas nas bolsas europeias e asiáticas).
A bolsa de Nova Iorque não foge à regra. Registam-se ganhos de 183% na Trio Petroleum, 175% na TMD Energy, 130% na Turbo Energy e 75% na Battalion Oil, para nomear as subidas mais acentuadas.
Olhando às maiores empresas do setor, há valorizações de 2,26% na Exxon Mobile, 1,14% na Chevron Corp., 3,60% na ConocoPhillips e 0,93% na Enbridge. Todas estas empresas estão entre as 10 com maior cotação de mercado no setor.
Wall Street acorda com quedas próximas de 1%
A bolsa de Nova Iorque abriu com sentimento fortemente negativo, em função das tensões ligadas aos ataques no Médio Oriente.
O índice Dow Jones recua 1,01%, ao passo que o S&P 500 contrai 0,73% e o Nasdaq perde 0,69%.
Futuros do S&P 500 caem 1% antes da abertura de Wall Street
Os futuros do índice S&P 500 estão a recuar 1,02%, até aos 6,818.50 pontos. A uma hora da abertura da bolsa de Wall Street em Nova Iorque, a perspetiva dos investidores é negativa.
Cotado naquela praça, o índice reúne as 500 empresas que ali negoceiam e têm maior exposição pública de capital.
Os ataques dos EUA e Israel no Irão, a par da resposta da Guarda Revolucionária iraniana, com ataques a bases dos EUA e do Reino Unido no Médio Oriente, está a deixar os mercados agitados, na sessão desta segunda-feira, 2 de março.
Olhando para o dia nas bolsas asiáticas (já encerradas) e para as congéneres europeias, o sentimento geral é profundamente negativo, exceção feita aos setores de Energia e Defesa. A subida dos preços dos futuros de petróleo e gás natural, por um lado, e, por outro, o expectável incremento da procura por todo o tipo de armamento estão a gerar subidas naqueles dois setores em concreto.
Recorde-se que a sessão na bolsa de valores de Nova Iorque abre às 14h30 de Lisboa (9h30 hora local).
Preço do gás europeu dispara após QatarEnergy cessar produção
O preço do gás europeu, já em forte progressão hoje de manhã, disparou depois de a companhia energética pública do Qatar, QatarEnergy, ter anunciado a interrupção da produção de GNL, devido a um ataque de drones iranianos.
Cerca das 12h30 em Lisboa, o contrato futuro do TTF holandês, considerado a referência europeia, mostrava um aumento de mais de 39%, ao atingir 44,605 euros, depois de ter alcançado o nível mais alto desde março de 2025, de 46,200 euros (+44,56%).
A companhia energética pública do Catar, QatarEnergy, anunciou hoje que interrompeu a produção de gás natural liquefeito (GNL) devido aos ataques iranianos contra as instalações de dois dos seus principais locais de processamento de gás.
"Devido aos ataques militares perpetrados contra as instalações da QatarEnergy localizadas nas zonas industriais de Ras Laffan e Mesaieed, no Catar, a QatarEnergy cessou a produção de gás natural liquefeito (GNL) e de produtos derivados", indicou a companhia num comunicado.
Lusa
Barril aproxima-se dos 80 dólares
Os futuros do barril de Brent (negociados na bolsa de Londres) aproximam-se dos 80 dólares, ao início da tarde desta segunda-feira, 2 de março.
A tensão no Médio Oriente e a possibilidade de uma redução na oferta existente no mercado petrolífero gera expetativas de subida dos preços praticados em toda a cadeia. Posto isto, as negociações estão em forte alta.
O Brent está a subir 8,87% e alcança os 79,33 dólares, pelas 13h22. Está, por isso, em máximos de janeiro de 2025. Recorde-se que se registaram fortes quedas nos primeiros meses do ano passado, levando o preço para perto dos 60 dólares.
Em simultâneo, os futuros do WTi (negociados na bolsa de Nova Iorque) estão a subir 8,07% para os 72,29 dólares.
Irão: Galp não antecipa impactos materiais e ajusta cargas de petróleo devido à tensão
A Galp considera que a escalada do conflito com o Irão está a aumentar a incerteza nos mercados energéticos, mas garantiu não registar “impactos materiais" nas operações, tendo adotado medidas preventivas como o redirecionamento de cargas de petróleo.
Durante a conferência telefónica com analistas no âmbito da apresentação dos resultados de 2025, a co-presidente executiva, Maria João Carioca, afirmou que o portfólio da empresa beneficia de um posicionamento geográfico que limita a exposição às zonas mais instáveis do mercado petrolífero internacional.
No entanto, segundo a responsável, a petrolífera adotou medidas preventivas, incluindo o redirecionamento de carregamentos de petróleo próprio (“equity oil”) para reduzir eventuais riscos logísticos e assegurar a continuidade do abastecimento.
Num contexto de elevada incerteza, Maria João Carioca sublinhou que será essencial manter “uma clara concentração no desempenho operacional e numa gestão financeira disciplinada”.
Nesse enquadramento, a petrolífera optou por limitar o horizonte das previsões financeiras. “Estamos a limitar o nosso ‘guidance’ apenas a 2026”, afirmou, acrescentando que a empresa atualizará o mercado quando houver maior visibilidade estratégica.
A Galp assume um cenário prudente para o próximo ano, baseado num preço do petróleo Brent de 60 dólares por barril.
Questionada sobre a estratégia de exploração e produção, a empresa indicou que privilegia oportunidades em petróleo, afirmando que o gás não é atualmente uma área de investimento ativo nem uma prioridade no portefólio.
“O gás não é uma área em que estejamos a investir ativamente e a procurar oportunidades”, sustentou.
A suspensão do trânsito no estreito de Ormuz - que separa o Irão, a norte, dos Emirados e Omã, a sul, a apenas 30 quilómetros de distância - terá um impacto nos preços do petróleo, que poderão superar os 100 dólares por barril, mas os efeitos dependem da duração do encerramento e se o conflito se alastra, consideram analistas.
"Os ataques coordenados de Israel e dos EUA contra o Irão visam explicitamente a mudança de regime e, apesar do assassinato do líder supremo, provavelmente durarão muito mais do que a ação limitada observada em 2025, quando o Brent ultrapassou brevemente os 80 dólares por barril", salientou Paolo Zanghieri, economista sénior da Generali AM, numa nota de análise.
O analista apontou que a retaliação do Irão, ao atacar Israel, bases americanas nos países do Golfo e fechar o estreito de Ormuz, "tem como objetivo pressionar os países do Golfo a procurarem a desescalada".
O fecho do Estreito de Ormuz "poderia reduzir a produção global de petróleo em cerca de 15 a 20%", segundo os cálculos do analista, que destacou que a OPEP+ decidiu aumentar a oferta em 206 mil barris por dia, o que poderia compensar a perda das exportações iranianas.
A Galp registou um resultado líquido recorde de 1,15 mil milhões de euros em 2025, um aumento de 20% face ao ano anterior, anunciou hoje a empresa.
O resultado foi impulsionado pela produção de petróleo e gás no Brasil e pela comercialização de gás natural, apesar da descida do petróleo e do dólar e da paragem programada para manutenção da refinaria de Sines.
Lusa
Bruxelas sem preocupações imediatas no abastecimento de petróleo, face ao conflito no Médio Oriente
A Comissão Europeia garantiu hoje não ter “preocupações imediatas” quanto à segurança do abastecimento energético à União Europeia (UE), apesar do impacto do conflito no Médio Oriente no estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.
“A nossa análise aponta para que não haja preocupações imediatas quanto à segurança do abastecimento na UE. Solicitámos aos nossos Estados-membros que partilhem connosco as suas avaliações nacionais até ao final do dia de hoje e iremos reunir um grupo de coordenação do petróleo nas próximas 48 horas”, disse a porta-voz do executivo comunitário para a Energia, Anna-Kaisa Itkonen, na conferência de imprensa diária da instituição, em Bruxelas.
Numa altura em que as tensões no Médio Oriente colocam o abastecimento de petróleo e de gás sob pressão e levam a subidas nos preços, dados os ataques iniciados por Israel e Estados Unidos ao Irão e a resposta iraniana, a porta-voz admitiu que a questão está a ser discutida pela Comissão Europeia, tanto num colégio de segurança realizado hoje, como num debate de orientação sobre os preços da energia que se realiza na sexta-feira.
“Não comentamos aqui os preços da energia, mas é evidente que a configuração das rotas e dos padrões de transporte globais é algo que, a longo prazo, determinará também a estrutura dos preços”, assinalou.
Já quanto questionada sobre um eventual impacto no abastecimento de gás à UE, Anna-Kaisa Itkonen garantiu que o armazenamento atual no espaço comunitário ronda os 30%, “ainda dentro dos limites estabelecidos pela União para definir o fim do inverno em níveis adequados e garantir o reabastecimento durante o próximo verão”.
“Por isso, não estamos a tomar quaisquer medidas de emergência ou algo do género. Não há escassez, não há emergência. As importações de gás estão bem diversificadas e isso é algo a que temos prestado muita atenção nos últimos anos”, adiantou, assinalando que Bruxelas está pronta para convocar um grupo de coordenação para este combustível fóssil “se houver necessidade”.
O conflito entre Israel e o Irão pode afetar a segurança energética da UE sobretudo de forma indireta, já que a instabilidade na região do Golfo Pérsico tem impacto global, especialmente se houver riscos para o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
Qualquer perturbação nessa rota faz subir os preços internacionais do petróleo e do gás, afetando os países comunitários.
Atualmente, a UE importa petróleo principalmente dos Estados Unidos, da Noruega, do Iraque, da Arábia Saudita, do Cazaquistão e da Nigéria.
No que toca ao gás natural, os principais fornecedores são a Noruega, os Estados Unidos (sobretudo gás natural liquefeito), o Qatar, a Argélia e o Azerbaijão, tendo a dependência da Rússia diminuído significativamente desde 2022 dada a invasão russa da Ucrânia.
Ainda assim, vários destes fornecedores exportam através da região do Golfo, o que, face a um conflito mais alargado, pode significar volatilidade nos mercados, aumento de preços e pressão económica na Europa.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
Lusa
Tecnologia de Defesa asiática fechou com ganhos
Se o setor europeu de Defesa regista subidas expressivas (ver peça infra), o mesmo aconteceu na Ásia.
A sessão já terminou nos principais mercados asiáticos mas o sentimento foi similar àquilo que se regista na Europa: quedas nos principais índices, mas subidas nos setores energético (ver peças infra) e de defesa.
Olhando para a bolsa de valores de Tóquio, é o caso da Mitsubishi Heavy Industries, que se adiantou 3,61%. A empresa foca-se em maquinaria pesada e tecnologia de defesa, juntamente com outras áreas.
Em simultâneo, a IHI Corp. subiu 2,97%. Acresce a valorização de 0,66% na Kawasaki Heavy Industries.
Defesa europeia em alta. Subidas chegam a superar 4%
Com a escalada de tensão no Médio Oriente, os mercados viram-se para setores que possam beneficiar. Além da energia (ver peça infra), este é também o caso da Defesa, fruto de expetativas de que aumente a procura por armas, drones, tanques e aviões de guerra, entre outras possibilidades.
Neste contexto, a alemã Rheinmetall avança 0,30% e supera os 1.668 euros por título. Também a negociar na bolsa de Frankfurt, a Renk Group adianta-se 3,69% (até aos 59,03 euros), ao passo que a Hensoldt sobe 4,10% (para 77,45 euros).
Em Itália, a Leonardo adianta-se 3,45% até aos 58,76 euros, ao passo que a BAE Systems, que está cotada na bolsa de Londres, sobe 4,36%, para 2.204 libras (2.520 euros) por ação.
Na bolsa de Paris, a Dassault Aviation ganha 0,95% e alcança os 341,80 euros.
Ainda assim, nem tudo são subidas. A britânica Rolls Royce, por exemplo, está a cair perto de 2%.
Petrolíferas sobem em flecha a beneficiar do disparo no preço do barril
Nos mercados, quando os futuros do barril de petróleo negoceiam em forte alta, é comum as petrolíferas ao redor do mundo registarem subidas acentuadas.
É o caso na sessão desta segunda-feira. Se olharmos às principais operadoras europeias do setor, a Galp está entre os principais destaques, ao valorizar 4,50%, até aos 19,04 euros por ação, perto das 11h53. A contribuir para esta subida estarão também os resultados da empresa, que trouxeram uma subida de 20% no lucro, para um valor recorde. Os números foram conhecidos ao início da manhã.
Noutras bolsas de valores europeias, registam-se subidas ainda mais acentuadas em empresas que trabalham no setor petrolífero. É o caso da norueguesa Equinor (6,46%) e, sobretudo, na britânica Tullow Oil (21,01%). Acrescem subidas de 4,49% na finlandesa Neste Oyj, 2,85% na francesa Total Energies e 2% na italiana Eni SpA.
As britânicas Shell e BP adiantam-se 2,2% e 2,42%, respetivamente.
Saindo da Europa, a maior petrolífera do mundo, a Saudi Aramco, está a valorizar 1,40% e alcança máximos de há um ano. Na Ásia, o sentimento é ainda mais positivo, se nos cingirmos ao setor energético. A japonesa Inpex e a australiana Woodside Energy subiram mais de 6%, ao passo que a China National Offshore Oil Corporation se adiantou mais de 3%.
Recorde-se que os barris de Brent (negociado na bolsa de Londres) e de WTI (negociado na bolsa de Nova Iorque) estão a disparar (ver peça infra), elevando as cotações das empresas do setor.
Dólar avança sobre o euro com investidores à procura de refúgio
O euro está a cair 0,70% face ao dólar, pelo que um euro está a ser avaliado em 1,1731 dólares, pelas 11h18 desta segunda-feira, 2 de março.
O par euro/dólar está, por isso, em mínimos de 21 de janeiro. Em simultâneo, o dólar valoriza 0,55% frente ao iéne japonês e 0,57% face à libra britânica, para dar exemplos da variação da moeda norte-americana face a outras divisas.
Este movimento tem por base a procura dos investidores por ativos de refúgio. É o caso do dólar, para o qual migra, por norma, muito capital, em momentos de tensão geopolítica.
É o caso, neste momento, em função da guerra que opõe EUA e Israel ao Irão. Esta levanta receios acerca de possíveis disrupções ao nível da oferta de recursos essenciais à economia global, como é o caso do gás natural liquefeito (GNL) e do petróleo (ver peças infra sobre estas alterações).
Neste contexto, os investidores procuram formas de evitar que o seu dinheiro perca valor. Além da valorização do dólar, regista-se um disparo de 3% nos futuros ouro (ver também numa peça infra).
Lufthansa e Turkish Airlines caem perto de 6% em reação a cancelamentos
A guerra despoletada durante o fim de semana no Médio Oriente está a provocar quedas fortes nas bolsas.
Entre as empresas que mais desvalorizam, surgem as transportadoras aéreas que estão a cancelar voos para a região, por razões de segurança. Os constrangimentos nas ligações que fariam uso do espaço aéreo do Médio Oriente estão a causar tombos agressivos.
Pelas 10h50 desta segunda-feira, 2 de março, a Lufthansa recua 6,11% e fica-se pelos 8,533 euros. Cotada na bolsa alemã, a empresa está em mínimos de meados de janeiro. Em simultâneo, a Turkish Airlines contrai 5,37% até aos 291 liras turcas (5,64 euros), o que também corresponde a mínimos de meados daquele mês.
É previsível que a situação se altere nos próximos dias, de forma positiva ou negativa, consoante o desenvolvimento do conflito.
Lufthansa e Turkish Airlines suspendem voos para vários países do Médio Oriente
O maior grupo de companhias aéreas da Europa, a Lufthansa, suspendeu este sábado, 28, os voos de e para Telavive, Beirute, Amã, Erbil e Teerão até 07 de março, na sequência dos ataques dos EUA e Israel contra o Irão.
Além disso, as companhias aéreas do grupo vão também suspender os voos de e para o Dubai e Abu Dhabi até domingo, anunciou a Lufthansa em comunicado, justificando as medidas com “a situação atual no Médio Oriente”.
Também a companhia aérea turca Turkish Airlines suspendeu este sábado, 28, os voos para dez países do Médio Oriente.
“Os voos para o Líbano, Síria, Iraque, Irão e Jordânia foram cancelados até 02 de março”, escreveu um porta-voz da empresa nas redes sociais.
Os voos desta companhia aérea para o Qatar, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Omã também foram suspensos, mas, por enquanto, só durante o dia de hoje, 28 de fevereiro.
Contactada pela agência Lusa, fonte oficial da TAP disse que, neste momento, não tem voos para Israel, tendo em dezembro anunciado que previa retomar, no final de março, as ligações para Telavive, suspensas desde outubro de 2023, aquando dos ataques do grupo islamita palestiniano Hamas que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram este sábado, 28, de manhã, um ataque conjunto ao Irão, que atingiu a capital, Teerão.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos (EUA) iniciaram “grandes operações de combate no Irão” e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque tem como objetivo “eliminar uma ameaça existencial representada” pelo regime iraniano.
O Irão já respondeu, entretanto, lançando mísseis sobre a base militar norte-americana no Bahrein.
Teerão também tentou atacar o Qatar, que conseguiu intercetar os mísseis.
O ataque dos EUA e Israel acontece dois dias depois da última ronda de negociações com o Irão sobre o programa nuclear iraniano, sendo que estavam marcadas novas conversações para a próxima semana.
Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.
Lusa
Ouro adianta-se 3% a beneficiar da tensão
Enquanto ativo de refúgio, o ouro tem tendência para valorizar em cenários de tensão geopolítica, como é o caso. Assim sendo, o preço praticado pelos futuros do minério avança 2,96% e alcança os 5.403 dólares, pelas 10h33 da manhã desta segunda-feira, 2 de março.
Está, por isso, em máximos do final de janeiro, quando acabaria por registar quedas fortes, fruto da escolha de Kevin Warsh como próximo presidente da Reserva Federal (Fed).
Preços do gás na Europa disparam mais de 22% com ataques ao Irão
Os preços do gás na Europa dispararam esta segunda-feira, 2 de março, mais de 22% devido aos ataques dos EUA e de Israel contra o Irão, que estão a comprometer as exportações de gás natural liquefeito (GNL) do Golfo, sobretudo as do Qatar.
Cerca das oito horas em Portugal continental, o contrato de futuros holandês TTF, considerado a referência europeia, subiu mais de 20%, depois de ter subido 22% para 38,885 euros, um preço ainda inferior ao atingido em janeiro devido a uma vaga de frio.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, alegadamente para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Lusa
Preço do barril dispara 7% com crise no Irão
Com o cenário incerto num país que é um dos maiores produtores de petróleo em todo o mundo, a procura pelos futuros do barril de petróleo está a disparar.
O Brent, negociado na bolsa de Londres, avança 7% pelas 10h05 desta sexta-feira, até aos 77,97 dólares por barril. Ao mesmo tempo, o WTI, negociado em Nova Iorque, sobe 6,67% e está nos 71,49 dólares por barril.
Recorde-se que o Irão ficou entre os dez maiores produtores de petróleo em 2025. De resto, tem as terceiras maiores reservas daquele recurso em todo o mundo, só atrás de Venezuela e Arábia Saudita.
Bolsas europeias registam quedas fortes
As principais praças europeias veem os respetivos índices perderam pontos, de forma acentuada, na sessão desta segunda-feira, 2 de março.
Na origem estão as tensões e o cenário de incerteza criados pelo conflito no Médio Oriente, que marcou o fim de semana.
O índice espanhol IBEX 35 lidera as descidas, ao atingir 2,89%, pelas 9h55 da manhã. Seguem-se os índices de referência em Itália, na Alemanha e em França, que perdem 2%, 1,89% e 1,59%, respetivamente. No Reino Unido, a perda é mais leve, na ordem de 0,93%.
Em simultâneo, o índice agregado Euro Stoxx 50 está a contrair 2,03% e o Euro Stoxx 600 recua 1,47%.

