

A indústria automóvel europeia continua em sofrimento. A Volvo é uma das gigantes do setor e está a desvalorizar quase 25% em bolsa.
A companhia sueca apresentou os resultados do quarto trimestre nesta quinta-feira e a desilusão não podia estar mais vincada nos mercados. Há uma fuga evidente às ações da empresa, que estão a desvalorizar 24,9% até às 22,23 coroas suecas (2,09 euros, ao câmbio atual), perto das 10h50.
Em causa está, primeiro que tudo, a queda de 68% no lucro da empresa, que se ficou pelos 1,8 mil milhões de coroas (169 milhões de euros). Em simultâneo, a faturação contraiu 15,8% para 94,38 mil milhões de coroas (8,9 mil milhões de euros).
Em comunicado, a empresa aponta as tarifas alfandegárias dos EUA e o "efeito negativo" das taxas de câmbio como fatores decisivos para os números apresentados. Mas, mais importante, aborda a "fraca procura", assim como a "remoção dos incentivos aos veículos elétricos nos Estados Unidos, que impactaram as nossas vendas negativamente no quarto trimestre", aponta.
Estes ficam muito abaixo das expetativas, que já tinham em consideração a fase turbulenta que atravessa o setor automóvel, de forma particular na Europa, em função da competição chinesa no mercado dos carros elétricos.
Os responsáveis da Volvo reconhecem precisamente esta tendência. É que, no documento, pode ler-se sobre o "ambiente externo desafiante".