

O euro está hoje a ser negociado acima da barreira de 1,18 dólares, mais de 0,80%, um nível que não alcançava desde setembro passado, quando chegou a superar 1,19 dólares.
Depois de permanecer praticamente estável na última sexta-feira, o euro está em 1,183 dólares.
Desde 17 de setembro, que chegou a ultrapassar 1,19 dólares, o euro não atingia 1,18 dólares.
Segundo o analista da IG Sergio Ávila, citado pela Efe, o euro não tem catalisadores claros para se valorizar enquanto a política adicionar prémio de risco e a macro não acelerar, ao mesmo tempo que alertou que tudo o que tiver a ver com tarifas pode mover o cruzamento euro-dólar em questão de minutos.
O analista explicou que os PMI da zona euro continuam em zona de expansão, mas abaixo do esperado, com a Alemanha a aguentar melhor e a França a surpreender em baixa, sobretudo nos serviços, de modo que, embora haja crescimento, este é "frágil" e "muito desigual", a que se somam as tensões comerciais e as novas ameaças tarifárias agora dos EUA ao Canadá, caso se concretize o acordo comercial com a China.
Além disso, a valorização do euro coincide com a semana em que a Reserva Federal dos EUA (Fed) se reunirá novamente, e de cujo encontro se espera uma manutenção das taxas de juros na faixa entre 3,50% e 3,75%.
Após praticamente darem como certa a manutenção das taxas na próxima reunião, cujo resultado será conhecido na quarta-feira, os mercados preveem que a Fed reduza as taxas ao longo do ano em duas ou até três ocasiões.
À valorização do euro soma-se a do iene, perante os avisos do Governo nipónico de uma possível intervenção para travar o seu enfraquecimento até níveis próximos de 160 unidades.