Gronelândia agita mercados. Setor automóvel abre semana com perdas fortes de até quase 5%

Donald Trump anunciou acenou com possíveis tarifas de 10% aos países aliados da Gronelândia, como parte das pressões para anexar aquele território. A reação é de desvalorização em grandes 'players'.
Milan Nedeljković, membro do Conselho de Administração da BMW AG responsável pela Produção, e Hans-Peter Kemser, diretor da fábrica de Debrecen.
Milan Nedeljković, membro do Conselho de Administração da BMW AG responsável pela Produção, e Hans-Peter Kemser, diretor da fábrica de Debrecen.Direitos reservados/BMW
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O setor automóvel europeu está a sofrer em bolsa, com receios do 'pacote' de tarifas que Donald Trump prometeu aplicar aos aliados da Gronelândia. A BMW desvaloriza quase 5%, mas há várias cotadas com perdas fortes.

Na origem está um clima de forte incerteza, fruto da importância e dimensão da indústria automóvel, que já atravessa uma fase complicada na Europa, de forma particular na Alemanha. Recorde-se que os países europeus estão a preparar uma resposta conjunta às tarifas norte-americanas, caso estas se tornem efetivas.

Milan Nedeljković, membro do Conselho de Administração da BMW AG responsável pela Produção, e Hans-Peter Kemser, diretor da fábrica de Debrecen.
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Perto das 10h15, a construtora alemã BMW cai 4,78%, até aos 84,48 euros por ação. Seguem-se recuos de 3,96% na Porsche (36,025 euros) e 3,66% na Mercedes (56,670 euros), ambas negociadas na bolsa de Frankfurt.

A Ferrari, cotada na bolsa de Milão, está a recuar 2,53% (para 292,50 euros), ao passo que a Stellantis recua 1,47% na praça italiana e 1,55% na bolsa de Paris. Este grupo envolve marcas como a Peugeot, Fiat e Jeep, entre outras.

As mexidas surgem na sequência de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ameaçar aplicar tarifas a oito países europeus, nos quais se incluem Alemanha e França, mas não Itália. Estão ainda incluídos o Reino Unido, Noruega, Suécia, Países Baixos e Finlândia, assim como a Dinamarca, a quem pertence a Gronelândia, ainda que num modelo de autonomia.

As tarifas entrariam em vigor no dia 1 de fevereiro e fazem parte dos esforços para anexar aquele território como "51.º estado" dos EUA.

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