Ouro dispara e barril tomba após ataque dos EUA à Venezuela

A perspetiva de uma maior oferta de petróleo, em virtude dos objetivos de Trump, está a gerar reação forte dos investidores, assim como a instabilidade geopolítica. Na bolsa, destaca-se a Defesa.
Ouro dispara e barril tomba após ataque dos EUA à Venezuela
EPA/JUSTIN LANE
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Os Estados Unidos atacaram a Venezuela, de onde retiraram Maduro e o levaram para Nova Iorque. Donald Trump prometeu liderar o país e aproveitar as reservas de petróleo para aumentar a oferta existente no mercado e os mercados estão a reagir em força, na manhã desta segunda-feira.

O preço do barril volta a aproximar-se dos mínimos de 2021, que alcançou a 16 de dezembro. É que, perto das 9h30, o Brent (negociado no mercado europeu) recua 0,63% e fica-se pelos 60,37 dólares. Em simultâneo, o West Texas Intermediate (WTI, negociado nos EUA) está a cair 0,72%, até aos 56,91 dólares por barril.

Na origem está a perspetiva de que um aumento da oferta existente é agora mais provável, visto que este é precisamente o objetivo do presidente dos EUA com a investida feita no sábado. De resto, o próprio já prometeu que as petrolíferas norte-americanas vão explorar as reservas ao largo da Venezuela.

Noutra vertente, os futuros de ouro estão a disparar 2,66% e alcançam os 4.444,75 dólares por onça. As negociações aproximam-se, por isso, do máximo histórico alcançado a 26 de dezembro, quando rondaram os 4.567 dólares.

O minério funciona como reserva de valor, o que significa que valoriza em períodos de incerteza, como é o caso. Recorde-se que Trump já deixou a claro que "se eles não se comportarem, haverá um segundo ataque" em território venezuelano.

Ainda nos minérios, também a prata está a brilhar. Depois de o preço da onça subir perto de 140% em 2025, a reação ao ataque dos EUA sobre a Venezuela, com as negociações a avançarem 6,80%, até aos 75,843 dólares. Em causa está uma aproximação aos máximos históricos registados a 30 de dezembro, em torno dos 78 dólares.

Defesa também em forte alta

Não só dos futuros se nota uma reação expressiva dos mercados. Nas bolsas europeias, as empresas do setor da Defesa estão a valorizar de forma significativa, como é habitual quando há perspetivas de maior investimento no setor.

A Rheinmetal, cujo preço mais do que duplicou em 2025, está a valorizar 6,99% e alcança os 1.714 euros por ação. Cotada na bolsa alemã, a empresa aproxima-se dos máximos históricos de setembro, quando chegou a tocar os dois mil euros.

Ao mesmo tempo, o RENK Group (igualmente cotado na Alemanha) avança 6,44% até aos 59,14 euros, enquanto a Saab (cotada na Suécia) está a subir 7,63% para 595,25 coroas suecas, o que significa um máximo histórico para a cotada. De resto, ambas viram a respetiva capitalização de mercado mais do que duplicar em 2025.

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