Ouro tomba 6% e petróleo ganha 2%. Médio Oriente continua a agitar investidores

Ouro e prata já caíram 20% e 30% desde o início da guerra. O barril continua a capitalizar as tensões ligadas à guerra no Médio Oriente e já supera os 108 dólares. As bolsas também sofrem.
Ouro tomba 6% e petróleo ganha 2%. Médio Oriente continua a agitar investidores
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Os mercados financeiros estão a reagir em força aos últimos desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente. Ouro e prata voltam a cair a pique, ao mesmo tempo que as bolsas registam escorregões. O barril continua a surfar a onda.

O sentimento negativo que se vive entre os investidores desde o início da guerra volta a ser notório nesta segunda-feira, dia 23 de março. A única exceção passa pelas negociações ligadas ao petróleo, cujo mercado global sofre com um corte na oferta, provocando uma subida dos preços.

Pelas 9h40, o valor dos contratos futuros de petróleo Brent (referência nos mercados europeus) sobe 2,37%, até aos 108,93 dólares por barril. O WTI (homónimo para os EUA) adianta-se 1,06% para 99,27 dólares.

De resto, há um sell-off evidente, que chega até à energia.

É que a referência europeia de gás natural são os contratos futuros de TTF. Estes estão a cair 4,20% na sessão e ficam-se pelos 59.255 euros, depois do máximo histórico alcançado na quinta-feira, quando superou os 69 euros.

Ouro e prata em forte baixa

Os minérios estão entre as quedas de maior impacto. As negociações protagonizam um sell-off generalizado. Habitualmente visto como um ativo de refúgio em situações de incerteza, o ouro volta a cair de forma agressiva, na ordem de 7,54%, até aos 4.262,09 dólares por onça. Desde o início da guerra, regista-se uma descida de quase 20%, que leva o preço para mínimos de dezembro.

Em simultâneo, a prata perde 8,62% e a onça fica-se pelos 63,737 dólares. Em causa está um corte de 30% face ao observado no início da guerra, também para o valor mais baixo desde dezembro.

Bolsas tombam por todo o mundo

As bolsas seguem pelo mesmo caminho. No caso das principais praças europeias, os índices de referência registam descidas na casa de 1% e 2%, enquanto, em Lisboa, o PSI perde 1,5%. O índice agregado Euro Stoxx 600 cai mais de 2%.

Nas bolsas asiáticas, o pessimismo foi ainda mais sentido, com tombos de 3,5% nas bolsas japonesa e chinesa e de 6,5% na bolsa coreana.

Aguardamos a reação de Wall Street, cuja abertura acontece às 13h30 de Lisboa. Certo é que os futuros do S&P 500 estão a cair 0,83%, o que sinaliza maior serenidade.

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