Tensões comerciais levam ouro a novo recorde, acima dos 5.100 dólares

O receio dos mercados leva o minério a um novo máximo histórico. As tensões comerciais Europa-EUA, assim como Venezuela e Médio Oriente, levam os investimentos para aquele ativo de refúgio.
Tensões comerciais levam ouro a novo recorde, acima dos 5.100 dólares
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O ouro abre a semana com novo disparo, em função do clima tenso entre algumas das maiores economias do mundo, que ameaçam a economia global.

Depois de pulverizar a marca dos cinco mil dólares na noite de domingo, dia 25 de janeiro, a sessão seguinte volta a ser marcada por subidas intensas. Os futuros de ouro estão a subir 2,23% ao dia, para quase 5.128 dólares por onça, perto das 11 horas.

Falamos, por isso, de um acréscimo de aproximadamente 18% desde o início do ano de 2026. Recorde-se que o ano anterior ficou marcado por uma subida de 65%, o que significou a melhor performance anual de sempre para o minério.

Visto como porto de abrigo para cenários de incerteza económica e geopolítica, o ouro continua a beneficiar da guerra de tarifas. A relação entre Europa e Estados Unidos continua marcada por grande tensão, com a Gronelândia em foco.

A somar a este fator, nota para os riscos ligados à questão da Venezuela, após Maduro ter sido levado para os EUA. Acrescem ainda as tensões no Médio Oriente.

Prata também regista forte alta

Os futuros de prata continuam a negociar na linha do ouro, mas sempre com maior volatilidade.

Com o ouro a subir, a prata sobe ainda mais, na ordem de 7,13%, até aos 108,563 dólares por onça, pelo que também marca máximos. Dito isto, está em causa uma subida na ordem de 53% desde o início do ano.

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