Trump "muito otimista" deixa bolsas em suspenso e vira atenções para o fim de semana

O índice DAX (Alemanha) caiu mais de 1%, mas o dia foi misto. As novidades sobre o cessar-fogo no médio Oriente levam as atenções para o fim de semana, quando se aproximam as negociações de paz.
Trump "muito otimista" deixa bolsas em suspenso e vira atenções para o fim de semana
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Os principais índices bolsistas viveram um dia misto na sexta-feira, sob a expetativa ligada às negociações entre EUA e Irão, agendadas para o fim de semana.

Desde o início de março, a guerra no Médio Oriente fez disparar o petróleo. Ao longo de mais de um mês, provocou quedas generalizadas nas praças de todo o mundo. Os receios fizeram-se sentir até terça-feira (com curtas pausas, rapidamente corrigidas por mais pessimismo). O dia seguinte já foi totalmente diferente, com ganhos expressivos registados nas bolsas europeias, asiáticas e em Wall Street (Nova Iorque).

Esta quinta-feira, o dia foi misto, com ganhos e perdas que, na sua maioria, não foram além de 1% (para o bem e para o mal). Os investidores procuraram posicionar-se perante a eventualidade de o fim de semana trazer novidades. Em causa estão as negociações diplomáticas entre norte-americanos e iranianos, agendadas para iniciarem no sábado. Com os mercados fechados, as reações dos investidores vão começar a ser conhecidos na pré-abertura de segunda-feira e, posteriormente, na sessão bolsista 'regular'.

Donald Trump, presidente dos EUA, tem sido o motor dos mercados internacionais -, um cenário que se repetiu, mais uma vez.

Recorde-se que, na véspera, o próprio adiou por 15 dias o ultimato que havia imposto ao Irão e anunciou um cessar-fogo, pelo que a reação foi contrária a tudo o que vimos desde o início da guerra.

Depois de subidas agressivas no petróleo, a sessão de quarta-feira trouxe uma correção acentuada, a maior desde 2020. Já esta quinta-feira, o barril voltou a subir e às 19h30 estava a ser negociado em torno de 96 dólares no caso do Brent e 98 dólares no WTI.

Não obstante, importa reforçar que os preços continuam muito acima do observado no início da guerra (barril rondava os 70 dólares). A maioria dos analistas e economistas antecipa que devem passar pelo menos vários meses até que as condições da indústria petrolífera estejam totalmente repostas, de forma a que se alcancem os níveis de oferta de petróleo no mercado que se observavam antes da guerra.

Em simultâneo, o gás natural negociado na Europa (contratos futuros de TTF) caía 1,7%, pelo que dava sequência ao registo do dia anterior, em que também caiu de forma acentuada. Também este continua substancialmente acima dos níveis anteriores ao conflito no Médio Oriente.

Em Wall Street registaram-se ganhos inferiores a 1% nos índices S&P 500, Nasdaq e Dow Jones. Isto depois de, na véspera, subirem de forma mais leve do que os congéneres europeus. Em contrapartida, os índices referência do Velho Continente fecharam maioritariamente no 'vermelho', à exceção de Itália. Na Alemanha, o DAX caiu 1,35%, e foi o único a cair mais de 1%.

O otimismo sentido na véspera entre os investidores perdeu fôlego, depois de os mercados descontarem precisamente o cessar-fogo.

No mercado cambial, o dólar americano voltava a perder terreno face às principais divisas. A título de exemplo, o euro e a libra esterlina ganhavam perto de 0,3% e 0,2%, respetivamente sobre a moeda dos EUA. De resto, também os metais preciosos deram sequência à subida da véspera, na medida em que, também às 19h30 registavam ganhos inferiores a 1%.

Neste contexto, atenções voltadas no fim de semana para as negociações de paz que podem fazer as forças dos EUA recuarem na Operação Fúria Épica. Na segunda-feira, o sentimento dos investidores estará maioritariamente, ou quase na totalidade, ligado às conclusões que dali saírem.

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