A Venezuela está num cenário incerto, que pode resultar numa futura reestruturação da dívida. Neste cenário, os juros da dívida estão a disparar 30%, para máximos de 2017.A forte dependência da indústria petrolífera castigou a economia venezuelana quando os preços do petróleo caíram de forma agressiva em 2017. Juntamente com a falta de confiança dos mercados no modelo económico imposto por Nicolás Maduro, gerou-se uma crise económica, que ficou a nu em novembro daquele ano (há pouco mais de oito anos).A situação resultou em incumprimento no pagamento da dívida externa, que hoje ascende a 170 mil milhões de dólares, incluindo as obrigações emitidas pela petrolífera estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA). Neste contexto, os principais credores eram Rússia e China, que optaram por explorar as reservas petrolíferas, como forma de abater o valor em dívida.Parte da dívida restante corresponde a 60 mil milhões de dólares e, desde que os EUA suspenderam a proibição de investidores norte-americanos apostarem em dívida venezuelana (parte de um pacote de sanções), acabaria por cair, gradualmente, nas mãos de credores internacionais. Os restantes 40 mil milhões de dólares em juros correspondem ao facto da Venezuela não ter recomprado os títulos nem optar por pagar os juros correspondentes.Em termos nominais, os juros avançaram até aos 41% do respetivo valor nominal (potencial rendimento quando os juros vencerem). Recorde-se que em 2024 foram atingidos os 13%, depois dos 127% vistos em 2017.Ora, com Maduro nos Estados Unidos, o cenário político futuro na Venezuela é incerto, pelo menos por enquanto. Ainda assim, a possibilidade de ser implementado um regime democrático leva a crer que o país pode encontrar finalmente o caminho do crescimento económico, de forma a ficar mais próximo de pagar a dívida..Trump enaltece operação militar na Venezuela. Países nórdicos sublinham soberania de Dinamarca e Gronelândia.Agressão à Venezuela: a ordem internacional baseada nas regras dos EUA.Venezuela. Starlink de Elon Musk leva wifi gratuito por satélite à população