De todas as empresas que fazem back-up regular dos dadoscorporativos, 49% usa produtos Symantec. Segundo os dados daconsultora Symantec, a marca conhecida pelo antivírus Norton dominavários segmentos de back-up e segurança empresarial, com quotas quevão dos 15% aos 58%. Nas grandes empresas, a quota é de 49% para o back-up; e nasegurança clássica, 58% do software usado para proteger a troca demensagens (messaging) é Symantec. Como se justifica isto? "Coma compra em 2006 da Veritas, o expoente máximo do software deback-up, ficámos com quotas de mercado elevadíssimas nessa área emPortugal", explica João Beato, director da subsidiária."Ficámos com o portfólio mais completo na área da segurança",acrescenta. O problema da Symantec continua a ser a ideia de que é umsoftware pesado e demasiado complexo. Algo que João Beato considera"um mito", dizendo que a empresa mudou a sua forma deconceber as soluções de segurança em 2008, altura em que estava aperder quota de mercado. A ideia é assegurar que os dados estão"limpos" mas também disponíveis, e não ocupam salasinteiras de servidores nos confins das empresas. Neste momento, a gestão dos dados e o seu back-up é um dosnegócios mais importantes para a empresa - até porque está emcontra-ciclo com outras multinacionais do sector, que desinvestiramem Portugal depois do início da recessão. A Symantec fez omovimento contrário e tornou-se uma subsidiária independente hátrês anos, porque o responsável pela região sul da Europa, umitaliano, percebeu que não dava para trabalhar o mercado portuguêsa partir de Espanha.