Ministra da Saúde espera resolver algumas dificuldades com contratação direta de médicos

Marta Temido diz que existem mais necessidades além das que estão expressas no concurso aberto pelo Governo, que espera virem a ser colmatadas por via da contratação direta.
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A ministra da Saúde reconheceu esta quarta-feira que os concursos para médicos especialistas não respondem a todas as necessidades do sistema e disse que o Governo espera dar resposta a algumas delas através da contratação direta.

Marta Temido, que falava na sua primeira audição regimental desta legislatura na Comissão Parlamentar de Saúde, disse que a dedicação plena dos médicos ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) será uma das apostas do Governo.

"Abrimos vagas que resultam da junção de necessidades manifestadas pelos serviços e da disponibilidade de especialistas (...). Sabemos que o número de recém-especialistas que apresentaram candidaturas a este concurso é inferior (...). Há mais necessidades do que as que estão expressas no concurso e esperamos que por via da contratação direta algumas delas possam ser satisfeitas", afirmou Marta Temido.

A deputada do Bloco de Esquerda Catarina Martins questionou Marta Temido sobre o facto de os hospitais não terem autonomia para preencher vagas de quadro vazias e lembrou que mais de metade dos médicos de saúde pública estão no privado, perguntando quais as soluções que o Governo tem para conseguir captar para o serviço público parte dos profissionais que dele saíram.

Na resposta, a governante disse que mesmo que o Governo conseguisse captar todos os especialistas formados no país, o SNS continuaria com dificuldades de resposta em algumas áreas, designadamente porque muitos destes profissionais, por causa da idade, não são obrigados a fazer urgências.

"Estamos empenhados na dedicação plena, de modo a que seja um dos aspetos que permita cativar os profissionais para o SNS", respondeu a ministra, apontando ainda a maior autonomia dos hospitais, designadamente para contratação.

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