Mais de 80 mil pessoas deverão passar pelo Mobile World Congress (MWC) em Barcelona até quinta-feira, 2 de março, vindas de quase 200 países. É um regresso à normalidade para uma das feiras mundiais mais importantes na mobilidade e telecomunicações, depois dos cancelamentos e adiamentos relacionados com a pandemia. E não há escassez de entusiasmo nesta edição, com grandes nomes do sector a usarem o palco do MWC para anunciarem novidades e keynotes de players relevantes.
Há smartphones roláveis, óculos de realidade aumentada inovadores e relógios inteligentes que se transfiguram. Há ultraportáteis, porta-chaves Bluetooth com comunicação satélite e telefones desenhados para serem reparados pelos consumidores. Vale a pena espreitar alguns dos anúncios que já foram feitos em Barcelona.
A fabricante chinesa fez um brilharete com os Xiaomi Wireless AR Smart Glass, edição de descoberta, uns óculos de realidade aumentada sem fios que utilizam "computação distribuída" e oferecem "um visor adaptável ao nível da retina que se ajusta em função do nível de iluminação do ambiente" em que o utilizador se encontra.
As lentes feitas de vidro eletrocrómico conseguem escurecer a visualização do mundo ao redor e o processador é o Snapdragon XR 2 Gen 1 da Qualcomm (o mesmo do Meta Quest Pro).
A Motorola (detida pela chinesa Lenovo) mostrou o seu conceito rolável Rizr, nome estranhamente semelhante ao sucesso de outrora Razr. Trata-se de um smartphone que tem um ecrã bastante pequeno e pode ser rolado para se tornar maior. Este novo formato difere da outra inovação dos últimos tempos, os dispositivos dobráveis, e não é um exclusivo dos smartphones. A Lenovo também mostrou um portátil com essas características. O ecrã rola para cima e expande o ecrã para quase 15,3 polegadas.
A HMD apresentou um dispositivo Nokia, o G22, que foi desenhado para poder ser desmontado e reparado em casa pelo utilizador. Fazendo lembrar outros tempos, a bateria pode ser substituída em cerca de cinco minutos e se houver problema com o ecrã, colocar um novo demora cerca de 20. O lançamento é feito em parceria com a iFixit, que fornece os componentes necessários à reparação doméstica.
A fabricante chinesa introduziu o relógio inteligente watch GT Cyber, que pode ser completamente transfigurado colocando um exterior diferente. A única coisa que fica é o "cérebro" do relógio, q ue foca as suas funcionalidades na saúde e fitness. O preço do Cyber na Ásia, neste momento, é de cerca de 200 euros.
O Magic VS da Honor vai chegar ao mercado global com um preço de 1.599 euros, conforme anunciou a fabricante chinesa no MWC. Os primeiros exemplares vão para as prateleiras em junho, ainda sem datas confirmadas para os diferentes mercados. Com 12GB de memória RAM e 512GB de armazenamento, o Magic VS parece um pequeno tablet que pode ser dobrado para se "transformar" num smartphone. A durabilidade, segundo a empresa, é de 400 mil dobragens. Possivelmente o suficiente para dez anos de utilização normal.