Moda das selfies faz disparar venda de maquilhagem

Só em Espanha, as vendas aumentaram 3,25% para mais de 6,6 mil milhões de euros.
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Para muitos, o gesto já faz parte do quotidiano. Ligar a câmara frontal do smartphone, tirar um autorretrato e publicá-lo nas redes sociais. A moda das selfies veio para ficar, e já há indústrias a ganhar com elas. O setor dos cosméticos é uma delas.

No início do século, ficou célebre o "índice do baton", uma expressão cunhada por Leonard Lauder, presidente da Estéer Lauder, que sugeria que em tempos de crise, a venda de maquilhagem tinha tendência para aumentar. O motivo era simples: a perda de poder de compra levava as mulheres a comprar menos malas e sapatos e mais produtos de cosmética, tendencialmente mais baratos.

Entre 2008 e 2014 a teoria não se verificou, já que a indústria foi acumulando perdas. Em 2015 houve uma ligeira recuperação, e 2016 já pode ser considerado um bom ano para a indústria.

Só em Espanha, as vendas aumentaram 3,25% para mais de 6,6 mil milhões de euros. E no Reino Unido estima-se que as vendas tenham superado pela primeira vez a marca de mil milhões de libras, cerca de 1,15 mil milhões de euros.

A moda das selfies é parte da explicação para este aumento, garante a Associação de Perfumaria e Cosmética Espanhola, num estudo publicado esta quinta-feira. Produtos como batons, vernizes ou eyeliners venderam mais 8% no país vizinho no ano passado graças à vontade de ficar bem perante as câmaras.

Só a venda de produtos para os lábios aumentou 12%, com mais de 17 milhões de unidades vendidas no ano passado.

Um estudo da consultora Nielsen que incluiu 20 empresas do setor concluiu que todas aumentaram as vendas em em cerca de 10%. O aumento verifica-se tendencialmente entre o segmento mais jovem, sendo que as marcas vendidas nos supermercados têm cada vez mais procura.

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