Luís Morais Sarmento entrou para os comandos do Orçamento
em 2005, ano em que Portugal teve três ministros das Finanças. Esteve à frente
da DGO (Direcção-Geral do Orçamento) durante cinco anos.
Em 2011, com a vitória
do PSD-CDS, subiu um degrau na hierarquia: para a secretário de Estado da área.
Morais Sarmento deverá ser o membro deste governo mais
próximo do ministro Vítor Gaspar. Conhecem-se há muitos anos, confiam muito um
do outro e tomam muitas decisões em conjunto.
Este Orçamento para 2012 foi a
prova de fogo. Diz que a forte união dos dois foi decisiva para desatar os nós
mais complicados do OE.
Nasceu em Coimbra, em 1962, casado e pai de filhos. É
referido amiúde como uma pessoa discreta, reservada, tímida até. Gosta pouco de
aparecer em público, diz um antigo colega. Devem-lhe ter custado as primeiras
conferências de imprensa e idas ao Parlamento, brinca outro.
Para além do currículo impecável, é elogiado pela calma e
capacidade de elevar a moral das equipas. Tem sempre uma palavra simpática para
agradecer e motivar as pessoas que o rodeiam. Nisso está igual, não mudou,
confia quem o conhece destas lides.
No trabalho, gosta de tratar os mais
próximos por tu. Estreou-se na DGO sob a tutela do ministro Fernando
Teixeira dos Santos. Morais Sarmento, um economista experiente e tecnocrático,
licenciado em Economia pela Universidade Nova de Lisboa em 1986, foi apontado
para segurar uma pasta num ano já bastante conturbado nestas áreas.
Vem directamente do Banco de Portugal, onde fez carreira,
abraçando a causa do Orçamento de corpo e alma em Agosto desse ano.
Um dos seus
grandes objectivos profissionais era mudar de alto a baixo a forma como se
fazem os Orçamentos do Estado, aproximando-a das boas práticas de Bruxelas.
Esteve totalmente empenhado na revisão da lei de enquadramento orçamental, mas
terá ficado frustrado com os progressos obtidos.
Dizem que foi este ímpeto reformista antes de tempo que o
fragilizou no ministério de Teixeira dos Santos.