"Estávamos a trabalhar no sentido de um aumento de capital privado após a divulgação dos resultados. Existiam vários tipos de interessados, que eram fundos, um ou dois bancos interessados. Era o Deutsche Bank que mantinha os contactos com os interessados. Contudo, foi preciso revisitar algum interesse depois dos resultados", disse João Moreira Rato, ex-administrador do Novo Banco.
Sobre quais eram os fundos interessados, Moreira Rato salientou apenas que "não tenho a lista".
"Pessoalmente não conhecia essa intenção. Nunca ouvi a possibilidade de o Banco de Portugal avançar com a medida de resolução. Só fomos informados no dia 1 de agosto, sexta-feira, à noite pelo Banco de Portugal, antes disso não tínhamos a ideia que essa possibilidade existia", disse quando questionado se sabia da medida de resolução e da intenção de ser aplicada ao BES.
Questionado se o Banco de Portugal comunicou ou discutiu com a administração do Novo Banco quanto a essa medida, João Moreira Rato disse que não, "só comunicou".
Já sobre a suspensão da negociação das ações do BES em Bolsa após as perdas anunciadas, o responsável confirmou que administração "não sugeriu, nem propôs" à CMVM essa possibilidade nem houve essa menção. "Não havia razão para tal, os resultados eram públicos. Penso que a informação era pública.