Nascido a 23 de novembro de 1930, no Funchal, Herberto Helder Luís Bernardes de Oliveira é considerado um dos maiores poetas portugueses. Viveu isolado, na sua casa de Cascais, não aparecendo em público e não se deixando fotografar. Chegou mesmo a recusar, em 1994, o Prémio Pessoa.
Além de poeta, Herberto Helder colaborou com várias publicações, como A Briosa, Re-nhau-nhau, Búzio, Folhas de Poesia, Graal, Cadernos do Meio-dia, Pirâmide, Távola Redonda, Artes e Jornal de Letras. Em 1969, trabalhou, ainda, como diretor literário da editorial Estampa. Pouco tempo depois, em 1971, partiu para África, a partir de onde fez uma série de reportagens para a revista Notícias.
Entre as suas principais obras, destacam-se Os Passos em Volta, O Poema Contínuo ou A Faca Não Corta o Fogo. A Morte Sem Mestre, lançada em maio do ano passado, é a sua última obra e, tal como os seus anteriores livros, teve apenas uma edição, que esgotou rapidamente.
Herberto Helder deixa o filho Daniel Oliveira, jornalista, fruto da relação que manteve com Isabel Figueiredo, e uma filha, Gisela Oliveira, nascida da relação com Maria Ludovina Dourado Pimentel.