Apple anunciou que seu fundador e visionário Steve Jobs morreu
quarta-feira, aos 56 anos, apenas um dia depois de a Apple apresentar o novo iPhone 4S. O guru da Apple tinha um cancro no
pâncreas.
"Estamos profundamente tristes por anunciar que Steve Jobs morreu hoje", avançou em comunicado a direcção da Apple. "O brilho de Steve, a sua paixão e energia foram fonte de incontáveis inovações que enriqueceram e melhoraram as nossas vidas. O mundo é imensamente melhor graças a Steve", lê-se na homepage da Apple, modificada para homenagear
Jobs, que aparece numa grande fotografia a preto e branco, com a
habitual camisola preta de gola alta.
"O seu grande amor era sua mulher, Laurene, e sua família.
Os nossos corações estão com ele e com todos os que foram tocados
pelos seus extraordinários talentos", continua a empresa, que convida todos a deixarem as suas mensagens em memória de Jobs no site oficial.
O director-geral da Apple, Tim Cook, reagiu à morte de Jobs
dizendo que o grupo "perdeu um visionário e um criador genial,
e o mundo perdeu um ser humano incrível".
Nascido em San Francisco no dia 24 de Fevereiro de 1955, foi-lhe
diagnosticado um cancro no pâncreas em 2004, obrigando-o a sofrer um
transplante de fígado em 2009.
No dia 24 de Agosto, visivelmente abatido, Jobs anunciou sua
demissão do cargo de director-geral da Apple, entregue ao número
dois do grupo de informática, Tim Cook. "Sempre disse que
quando chegasse o dia em que eu não pudesse mais cumprir os meus
deveres seria o primeiro a reconhecê-lo", escreveu Jobs na
altura.
Jobs fundou a Apple em 1976, aos 21 anos, junto de Steve Wozniak,
na garagem da casa dos seus pais.
Casado em 1991, numa cerimónia presidida por um monge budista,
Jobs deixa três filhos com a mulher, e uma filha com uma mulher com
quem se envolveu antes de casar.
Com agências