Muzzley. “Queremos ser o Facebook da Internet das Coisas”

Startup portuguesa está a lançar a sua nova aplicação para Android, iOS e Windows Phone e vai concorrer com as gigantes num mercado ainda embrionário.
Publicado a

Três anos depois da sua criação, a Muzzley está finalmente pronta para entrar em força no mercado da Internet das Coisas.

A startup portuguesa, que já levantou um investimento de quatro milhões de dólares desde o início, passou o último ano a conquistar parcerias e a melhorar a experiência de utilização da plataforma.

O produto final está pronto e em lançamento nas lojas dos três principais sistemas operativos móveis, Android, iOS e Windows Phone. Agora só há um problema: no mercado da Internet das Coisas, está tudo por fazer.

“Ainda é um mercado muito embrionário. Apesar de poder ajudar bastante o dia a dia das pessoas, elas não sabem como”, explica ao Dinheiro Vivo o co-fundador Eduardo Pinheiro. A empresa mudou a sua assinatura de “One App for all Connected Devices” para “Create and Enjoy your Smart Home.”

Porquê? “Estamos a lançar este produto com uma componente de educação. Dizemos ao utilizador o benefício de um aparelho conectado, o que pode fazer com ele, sugerimos casos de utilização e as poupanças associadas”, resume o responsável. Esta “educação” começa na loja, e é por isso que a Muzzley lançou um piloto com a Worten, onde são mostradas soluções para a casa inteligente, e entrou na ‘Open House’ da cadeia de retalho Target, nos Estados Unidos.

“Estamos a falar com outras marcas”, adianta Eduardo Pinheiro, revelando que o ecossistema cresceu de 15 para 40 parceiros. O modelo de negócio da empresa passa precisamente por aqui: ganham comissões na sugestão de produtos que estão disponíveis na rede de retalho parceira, uma vez que a própria Muzzley não distribui dispositivos IoT (sigla inglesa para Internet of Things).

Entretanto, pretende levantar uma nova ronda de financiamento no verão, entre os 5 e 8 milhões de dólares. Eduardo Pinheiro acredita que a Muzzley, cuja sede oficial é em Silicon Valley, pode ser uma das principais plataformas no mercado. “Quando apareceu a internet veio a Google. Quando surgiu o social veio o Facebook. Nós queremos ser o Facebook da Internet das Coisas”, declara o cofundador. “O IoT vai mudar a tua vida e nós queremos ser essa plataforma.”

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt