Nas tecnologias "precisamos de cinco vezes mais profissionais e não os temos"

A "queixa" é recorrente e transversal a todos os setores. Portugal atravessa uma fase de falta de pessoas disponíveis para trabalhar. Pessoas com as competências necessárias. Para as empresas portuguesas precisam de apostar na conversão e reconversão de carreiras, e em tornarem-se mais atrativas, por forma a conseguirem atrair e reter talento. Nacional e/ou estrangeiro.
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"Precisamos de cinco vezes mais profissionais e não os temos". A afirmação é de Tiago Mendes Gonçalves, CEO da Innowave, que refere que, no setor tecnológico, o problema de Portugal não é a taxa de desemprego ou sequer a questão do salário mínimo. Muito pelo contrário. "O Covid veio desmistificar a ideia da necessidade de estar perto do cliente, o que aumentou a procura e provocou a subida dos salários".

Em Portugal o problema é conseguir atrair e, principalmente, reter o atento. É formar e potenciar a reconversão de talentos.

O executivo da Innowave acrescentou que o talento português é "fenomenal" e que as nossas universidades são de "topo". Na verdade isso acaba por ser uma espécie de problema. Porque significa que rapidamente os nossos profissionais são apetecíveis para trabalhar no mercado global.

Sobre isso André Pires, executive board member & COO da Multipessoal, referiu que embora o vencimento e os benefícios serão sempre aspetos a ter em conta, cabe às empresas portuguesas apresentar projetos atrativos o suficiente que levem os talentos portugueses a optarem pelas nossas companhias. São esses projetos que ajudarão as atrair e reter talento.

Para o executive board member & COO da Multipessoal Portugal enfrenta duas desafios importantes: por um lado a conversão e reconversão de carreiras e, por outro, as empresas tornarem-se atrativas, nomeadamente para atrair e reter talento nacional e estrangeiro. E aqui a burocracia tem um papel importante a desempenhar, dado que ainda é um entrave.

Francisca Leite, diretora do Hospital da Luz Learning Health, por seu lado, realçou a importância de ter equipas multidisciplinares. E afirmou mesmo que, se o futuro passa pela inteligência artificial então serão necessários engenheiros e cientistas de dados, capazes de recolher e trabalhar os dados. Porque serão estes que permitirão ter a saúde do futuro, uma saúde de precisão, personalizada, que tem em conta a condição dos doentes e que atua mais ao nível da prevenção.

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