A NOS vai encerrar as mais de 200 salas de cinema na sexta-feira com o início do confinameno e o fecho da generalidade do retalho. A empresa, a maior operadora de salas de cinema do país, não vai recorrer ao lay-off mas estuda recorrer aos apoios criados pelo Governo para ajudar a suportar os custos salariais destes trabalhadores.
"Face à situação atual da pandemia COVID19 e no seguimento das regras de confinamento geral decretadas pelo Governo, os Cinemas NOS encerram as salas ao público a partir de 15 de janeiro, inclusive. Esta situação manter-se-á durante o período de confinamento obrigatório, até que sejam comunicadas novas medidas", começa por referir fonte oficial da NOS.
"Em relação à situação laboral dos colaboradores da NOS Cinemas, neste momento não está prevista qualquer alteração e também não se prevê adesão ao regime de lay-off. Estamos sim a estudar a hipótese de recorrer a apoios criados pelo Governo, para ajudar a suportar os salários dos colaboradores", adianta a mesma fonte, quando questionada sobre se a companhia equacionava, ao contrário do que tinha sucedido no primeiro confinamento em março do ano passado, recorrer ao lay-off.
"A NOS Cinemas tem cerca de 430 colaboradores, entre estes estão colaboradores diretos e colaboradores de parceiros", adianta fonte oficial ao Dinheiro Vivo.
Depois de fechar a 16 de março as salas de cinema, a NOS só voltou a reabrir os cinemas a 2 de julho, quase um mês depois da reabertura dos teatros, salas de espetáculo e cinemas. A pandemia levou ao adiamento de muitas das estreias, inclusive de blockbusters, o regresso acabou por coincidir com o Tenet, de Christopher Nolan, tendo ainda estreado mais para final de 2020 Wonder Woman: 1984.
Os resultados de bilheteira o ano passado revelam uma quebra de 75,55%, tornando 2020 o pior ano para a exibição cinematográfica em sala, pelo menos, desde que o ICA sistematiza os dados estatísticos reportados pelos exibidores.
Os dados do ICA ainda são preliminares mas revelam que o ano passado as salas de cinema em Portugal tiveram 3,77 milhões de espectadores, quando em 2019 tinham sido emitidos 15,5 milhões de bilhetes.
As receitas de bilheteira situaram-se nos 20,4 milhões de euros, um quarto do valor de 2019, ano que totalizaram 83,1 milhões de euros.
"Continuamos a acompanhar as restrições determinadas pelo Governo na aplicação do Estado de Emergência e estamos ativos na monitorização e controlo de todos os processos de segurança implementados", diz a NOS.
(notícia atualizada às 15h11 com mais informação sobre o número de colaboradores da NOS Cinemas)