NOS. Venda centralizada da transmissão dos jogos de futebol? "Parece-me absolutamente normal"

Operadora liderada por Miguel Almeida tem, até à época de 2027/2028, os direitos televisivos dos jogos do Benfica e do Sporting. Contratos, fechados em 2015, implicaram um custo de mais de 800 milhões com os clubes.
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Miguel Almeida considera que a venda centralizada da transmissão dos jogos de futebol é "absolutamente normal". "Não é uma matéria que nos diga respeito", reage o CEO da NOS. A operadora detém até à época de 2027/2028 os direitos de transmissão dos jogos do Benfica e do Sporting, tendo fechado em 2015, depois de negociações diretas, contratos globais de mais de 800 milhões com os clubes.

"Não é uma matéria que nos diga respeito. Primeiro estamos a falar de um futuro longínquo, da época 28/29. É um caminho natural, que outras Ligas seguiram. A centralização de direitos é uma prática comum na Europa e fora da Europa, em países onde estas coisas têm um tratamento empresarial mais sólido, mas parece-me absolutamente normal", diz apenas Miguel Almeida, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

O governo aprovou em fevereiro um decreto-lei que determina a comercialização centralizada dos direitos televisivos dos jogos da I e II Ligas de futebol, a implementar até à época desportiva 2028/2029. O diploma, que salvaguarda os contratos em vigor, visa "valorizar os direitos televisivos e multimédia das competições profissionais de futebol", para que a distribuição das receitas seja "mais equitativa entre sociedades desportivas".

Os clubes ficam assim impedidos de negociar de forma individual os direitos desportivos dos seus jogos, cabendo à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) a apresentação de uma proposta de modelo centralizado até ao final da época desportiva de 2025/26.

A NOS negociou em 2015 a compra dos direitos de transmissão dos jogos do Benfica e do Sporting, bem como a comercialização dos canais dos clubes, entre outros aspetos, tendo fechado acordos globais de mais de 800 milhões de euros, em resposta à iniciativa da Altice Portugal de negociar os direitos junto dos clubes. A operadora dona do Meo fechou com o FC Porto.

Mais tarde, memorandos de entendimento foram fechados entre as operadores para a partilha de conteúdos e direitos televisivos, tendo posteriormente a Vodafone e a Altice passado a fazer parte do capital social da SportTV com a NOS e a Olivedesportos, de Joaquim Oliveira.

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