Nota positiva da troika alivia juros da dívida para 6,5%

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A conclusão, com sucesso, das oitava e nona avaliações do

programa de ajustamento económico e financeiro aliviou a perceção

de risco de Portugal nos mercados de dívida. Na ressaca da nota

positiva dada pela troika, as taxas de rendibilidade das obrigações

portuguesas a 10 anos afundaram ontem para mínimos de mês e meio,

ao negociarem abaixo da barreira dos 6,5%. Esta tendência de queda

dos juros da dívida portuguesa estendeu-se aos restantes prazos

negociados no mercado secundário.

Na base da queda das 'yields', que sinalizam uma maior

atratividade da dívida nacional por parte dos investidores, estão

ainda outros fatores. Além de beneficiarem da descida das taxas nos

restantes países periféricos, a melhoria das previsões de

crescimento económico para o próximo ano e o reforço da intenção

de Portugal testar os mercados ainda este ano alimentaram o forte

alívio no mercado de dívida.

Depois de a ministra das Finanças "não ter afastado de todo a

possibilidade" de ainda haver uma emissão de obrigações do

Tesouro até ao final do ano, ontem foi a vez de Simon O'Connor,

porta-voz do comissário Olli Rehn, ter considerado que o regresso de

Portugal aos mercados em junho de 2014 é um cenário

"absolutamente" realístico. A somar a isto está,

igualmente, o apoio dado a Portugal pelos maiores bancos e gestores

de ativos do mundo. Se a BlackRock confessou esta semana ser "grande

fã" da dívida pública portuguesa, o Deutsche Bank aconselhou a

compra de obrigações nacionais, pois apresentam elevado potencial,

assumindo como pouco provável uma reestruturação da dívida

nacional envolvendo o sector privado.

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