É diário, vespertino e arrancou às 18h desta terça-feira. O Expresso Diário é o mais recente projeto do grupo Impresa a surgir no mercado.
"O anúncio do Expresso Diário já obrigou o mercado a reagir", diz Pedro Santos Guerreiro, diretor do Expresso Diário, em declarações ao Dinheiro Vivo. "A ideia é conseguir uma relação de proximidade com os leitores como a que habitualmente existe com o semanário Expresso", diz.
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O projeto visa completar o ciclo informativo da marca Expresso, com uma edição diária e vespertina. "Muito diferente das clássicas edições vespertinas. Sendo digital, fecha no minuto anterior antes de ir para o ar", diz.
A opção pelo vespertino assenta em três razões: "necessidade, oportunidade e benchmark internacional". Necessidade de jornalismo, que organize um cada vez maior volume de informação, cada vez mais dispersa. E "não faz sentido um trabalho jornalístico - que organiza a informação e a analisa - só poder ser lido no dia seguinte", refere Pedro Santos Guerreiro.
Oportunidade, porque foi detetado um "aumento do consumo de informação ao final da tarde e à noite à medida que aumenta a penetração dos tablets e da rede de banda larga" e, por fim, benchmark. É que, apesar de em Portugal o Expresso Diário ser a única edição diária vespertina, no exterior há uma série de diários que estão a lançar edições com essa periodicidade. É o caso do El Mundo (com o El Mundo de la Tarde), do italiano La Republica (La Republica de La Sera) do Globo (com O Globo Mais). "O próprio Estado de São Paulo está a preparar uma edição para lançar à tarde", refere.
E, acredita o responsável editorial, aí o Expresso Diário tem uma vantagem face a esses diários, já que sendo um semanário não "tem de negociar o que vai para a edição do dia seguinte".
"Toda a redação do Expresso colabora para a edição diária", frisa Pedro Santos Guerreiro, adiantando que a redação só foi reforçada com seis elementos.
O Expresso já tem 9 mil assinantes digitais, mas Pedro Santos Guerreiro não avança com objetivos numéricos de conquista de novos assinantes através do projeto diário. Este optou por um modelo de negócio misto de assinaturas pagas e de publicidade.
Até 9 de maio, o Expresso Diário pode ser acedido gratuitamente nas diversas plataformas (PC, tablet) em que está disponível. A partir daí é possível comprar uma assinatura semanal por 3,99 euros (que dá acesso à edição digital do Expresso) ou quem comprar a edição do Expresso ao sábado é-lhe atribuído um código que dá acesso à edição diária durante cinco dias. A partir de dia 9, a edição em papel do semanário aumenta em 20 cêntimos o preço de capa, para 3,20 euros. O preço não era mexido desde 2011.
A nível comercial, o Expresso Diário também experimentou o modelo de anunciantes fundadores. Zon Optimus, PT, SIVA e BIC são os quatro anunciantes fundadores do projeto que, segundo a informação enviada às agências de meios, desembolsaram 175 mil euros anuais.
Pedro Santos Guerreiro fala dos riscos que acarreta "o pioneirismo do Expresso", mas frisa que o projeto já começou a ter efeitos no sector de media nacional. "O anúncio do Expresso Diário em novembro provocou uma série de movimentações no sector de media nacional, com o anúncio de um site, o Observador, e do Público Semana", lembra. A edição de sábado do diário da Sonaecom foi conhecida no mesmo dia em que o Expresso Diário teve a sua apresentação pública.
"Temos mais concorrência mas, desde que seja leal, é sempre bom para o leitor", reforça.