O mistério da Victoria Properties que está a inquietar os mercados

Na sessão bolsista de segunda-feira os títulos da imobiliária dinamarquesa chegaram a disparar 195%
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O que se passa com as ações da Victoria Properties? É a pergunta que os analistas financeiros têm feito nos últimos dias e para a qual ainda não têm resposta.

Na sessão bolsista de segunda-feira os títulos da imobiliária dinamarquesa chegaram a disparar 195%, e esta terça-feira continuam em alta. Avançam nesta altura perto de 20%, mas já estiveram a subir 65%.

Desde o início do ano os títulos da Victoria Properties, que faz parte das chamadas 'penny stocks' devido ao valor reduzido das suas ações, já valorizaram cerca de 332%, atribuindo à empresa um valor de mercado de 60,6 milhões de coroas dinamarquesas, cerca de 8,8 milhões de euros.

Face ao volume anormal de ordens de compra, a empresa emitiu um comunicado, com o objetivo de "clarificar que não existem quaisquer mudanças na posição financeira da Victoria Properties" e que "não existem planos nesse sentido na estratégia de futuro da empresa".

O património líquido da empresa ronda as zero coroas dinamarquesas, reforçam os responsáveis. O aviso levou os investidores a refrear os ânimos na sessão de ontem, já que a empresa fechou com um ganho de apenas 3,8% para as 10,90 coroas, cerca de 1,46 euros. Mas na sessão de hoje os títulos voltaram a disparar. Valem nesta altura cerca de 12,90 coroas, o equivalente a 1,73 euros.

Os analistas contactados pela Bloomberg e pelo Financial Times não conseguem explicar o súbito interesse dos investidores pela empresa. A maior parte das transações foi feita pela corretora NordNet AB, que trabalha maioritariamente com clientes de retalho.

A 29 de dezembro a empresa comunicou ao mercado que a Euroinvestor, na altura detentora de 65% do capital da imobiliária, tinha vendido a totalidade das ações a três outras empresas, sendo uma delas controlada pelo CEO da própria Victoria Properties, Rasmus Bundgaard.

A imobiliária, que negoceia sobretudo casas na Alemanha, em cidades como Berlim, Hamburgo e Frankfurt, tem agora como principal acionista o grupo Hempel Fonden.

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