Veja abaixo a análise a várias regiões do mundo, pela perspetiva de Muhtar Kent, o presidente executivo da Coca-Cola, citado pelo portal Business Insider:
América do Norte - "apresenta uma perspetiva ligeiramente positiva, aumentando a expectativa de um potencial aumento dos salários, o que, aliado, a um menor custo dos combustíveis, pode traduzir-se no aumento do consumo. No México, a situação encontra-se relativamente estável e segue um percurso semelhante ao dos Estados Unidos, devido à forte proximidade";
América Latina - "No Brasil, o mercado está a piorar mais depressa do que estávamos à espera. Na Venezuela, a situação preocupa cada vez mais, devido ao aumento das dificuldades em fornecer o mercado. A Argentina continua a ser um desafio. Ao contrário, a Colômbia é como uma espécie de 'estrela' na América Latina em termos de desemprenho e de condições macroeconómicas".
Europa - "há alguns bons sinais, tendo em conta a política monetária expansionista. Só que ainda é cedo para dizer mais alguma coisa, porque as medidas são muito recentes. Ainda assim, a deflação (queda de preços) é uma preocupação para este ano. Além disso, mantém-se um crescimento lento do consumo. Vai demorar tempo até as pessoas sentirem nos bolsos a nova política monetária e a traduzir-se num aumento do consumo.
Além disso, os riscos de recuperação continuam em contexto volátil. Não nos podemos esquecer de uma eventual saída da Grécia da Zona Euro. Na Rússia mantêm-se desafios significativos, como os próprios consumidores. Obstáculos que deverão persistir ao longo deste ano"
África e Médio Oriente - "A África subsariana continua a ser uma espécie de local brilhante, no qual estamos a ver os resultados. No Médio Oriente, temos alguns locais que estão a desafiar o contexto geopolítico. Globalmente vemos um maior risco geopolítico."
Ásia - "Vemos uma desaceleração do consumo da China, tendo em conta um menor crescimento da economia. O Japão continua a evoluir lentamente e parece a Europa, embora neste local vejamos alguns bons sinais da economia. A Índia destaca-se atualmente como o melhor dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China)".