O que cozinharam mais os portugueses? Tem o "fiel amigo" nos ingredientes e muitos jantaram por zoom

Com as restrições impostas pelo confinamento, 27% fez pela primeira vez encomendas em mercearias online e 35% continuou a comprar online quando as restrições terminarem, diz estudo da Mastercard.
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Foi um ano em que muitos portugueses testaram os seus dotes na cozinha. Nas redes sociais não faltavam fotografias de muito pão e bolos, mas na hora de procurar comida de aconchego o que mais cozinharam os portugueses? Em Espanha foram tortilhas, em França crepes, por Portugal recorremos ao fiel amigo: cozinhou-se muito Bacalhau à Brás, segundo o mais recente estudo da Mastercard. Muitos também jantaram mais com os amigos por zoom.

Mais de metade dos portugueses (64%) melhorou os dotes culinários no último ano e 68% dedicou mais tempo à cozinha, em média quase três horas (2,7h) desde o início do primeiro confinamento, mais 63 minutos comparativamente ao período pré-pandemia, e mais de metade admite que o fez por desejar uma alimentação mais saudável, de acordo com o estudo da Mastercard, realizado pela empresa de pesquisa independente Fly Research, junto a 19.000 adultos em 19 países, em janeiro e fevereiro de 2021. Cozinhar é para 55% um momento de partilha com a família e a grande maioria (62%) afirma ter comprado ou experimentado novos ingredientes ou ingredientes alternativos durante este período.

Mas foi igualmente um momento de procurar conforto e consolo e, para isso, nada como recorrer aos pratos favoritos.

"Top Five dos "manjares" feitos pelos portugueses em casa são, em primeiro lugar, o Bacalhau à Brás (43%), em segundo as Bifanas (37%), em terceiro o Arroz de Pato (34,8%), na quarta posição, o Caldo Verde (34%) e, o quinto é o Cozido à Portuguesa (29%)", revela o estudo.

No Reino Unido e Irlanda a opção recaiu no assado, em França nos crepes, em Itália no esparguete à carbonara, na Alemanha na Roulade de carne e em Espanha nas tortilhas. Já na Polónia e Hungria optou-se por panquecas, na Rússia costeletas e na Ucrânia pelo Borscht (Sopa de Beterraba). Na Turquia e Suécia cozinhou-se muitas almôndegas, na Roménia polenta, na Holanda guisado e na Bélgica batatas fritas. Gulache foi a escolha de conforto na República Checa e na Áustria os Escalope à moda de Viena e na Eslováquia a sopa de repolho.

"Quase dois terços (62%) sentem-se confiantes para experimentar receitas e pratos próprios com mais frequência", refere o estudo. E aqui a TV, os serviço de streaming e redes sociais inspiraram muitos portugueses, com 42% a cozinharem o que veem no ecrã.

"Cozinhar desbloqueou, para 51% dos portugueses, o desejo de levar um estilo de vida mais saudável e, para 43%, de adquirir novas aptidões e passar mais tempo de qualidade com os familiares", e mais da metade (55%) reconhece que as refeições trouxeram uma ligação maior entre as pessoas em casa. Sentarem à mesa juntos é um ritual que para 68% veio para ficar.

"O ano que passou também foi palco de um renascimento do "jantar" para 49% dos cozinheiros domésticos portugueses, que continuaram a receber amigos, famílias ou as respetivas "bolhas", sempre que era seguro fazê-lo", aponta o estudo. Muitos - 1 em cada 5 - admitiu ter usado o Zoom para estar em contacto com amigos durante o jantar e 71% deseja retomar estes jantares sociais de forma regular, assim que for permitido.

Comprar alimentos online

Comprar online tornou-se um hábito para muitos e também na área alimentar: com as restrições impostas pelo confinamento, 27% fez pela primeira vez encomendas em mercearias online e 35% continuou a comprar online quando as restrições terminarem. "Apesar disso, 75% refere ter preferência por adquirir produtos de mercearia em lojas físicas."

"Também 25% disseram que gastam mais dinheiro em mantimentos ao efetuar compras online, devido ao impulso de comprar alimentos e ingredientes diferentes, mas 30% não aumentaram, nem reduziram este tipo de despesa",

Os gastos com com equipamentos de cozinha, livros de receitas, louças e velas, todos passando por mini booms de procura. Tachos e panelas (44%), e copos (25%) foram os utensílios de cozinha mais adquiridos. Criar uma boa atmosfera para o jantar também estiveram em alta: 19% portugueses a investirem em colunas inteligentes para música ambiente e em interruptores para a regular a iluminação.

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