Aviso prévio: o título deste artigo não é dedicado ao desempenho futebolístico do Sporting, já que esse é inexistente, mas sim à campanha da Irlanda, essa, sim, de sucesso, para regressar ao mercado primário de dívida de longo prazo.
Pela primeira vez desde que pediu o resgate em 2010, o tigre celta emitiu obrigações com prazo a dez anos e teve um êxito claro: vendeu quase o dobro do montante previsto (cinco mil milhões de euros face aos 2,5 mil milhões), a procura foi bastante forte (atingindo os quase 13 mil milhões de euros) e o juro pago ficou muito perto de 4%.
Além de os custos terem sido inferiores aos de Espanha e de Itália, a Irlanda deu o primeiro passo para ter acesso total ao mercado primário de dívida e ao novo programa de compra de dívida soberana do Banco Central Europeu, que lhe permitirá ter financiamento autónomo dos empréstimos acordados com a troika, no âmbito do plano de resgate, que termina no fim deste ano.
O impacto desta emissão não se circunscreve apenas ao tigre celta, já que Portugal poderá seguir o mesmo exemplo e realizar, nos próximos tempos, uma emissão semelhante de longo prazo.
JornalistaEscreve ao sábado