As ofertas de emprego recebidas pelo de centros de emprego espalhados pelo país caíram em 10 233 no mês de junho. Trata-se, de acordo com dados Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) divulgados ontem, de uma quebra de 13,5% face ao mesmo mês de 2022 (menos 1592 ofertas) e de 19,8% face a maio (menos 2527).
Os setores com mais vagas de emprego no mês passado foram as "atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio", com 23,2% do total, as de "alojamento, restauração e similares", com 12,4%, e as do "comércio por grosso e a retalho", com 12,2% das novas ofertas de emprego.
Já as colocações de desempregados inscritos nos centros de emprego somaram 7659, um número que representa uma diminuição de 1,2% face a junho de 2022 e de menos 9,2% face ao mês de maio.
No continente, cerca de um terço das colocações (32%) foram de "trabalhadores não qualificados" (2358), seguidos dos "trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores" (1599 pessoas, 21,7% do total), e de "pessoal administrativo" (792 inscritos), com um peso de 10,8% nas colocações totais no mês passado.
No final de junho, avança ainda o IEFP, as ofertas de emprego por satisfazer totalizavam 16 511 em todo o país, o que "corresponde a uma diminuição das ofertas em ficheiro, quer na análise anual (-5226, -24%), quer face ao mês anterior (-432, - 2,5%).
Lisboa e Vale do Tejo é a região do país com mais ofertas de emprego registadas no final de junho, 6114, o que corresponde a 37% do total. Trata-se, no entanto, de uma quebra de 21,3% em relação a junho de 2022 e de 2,7% em comparação com o mês de maio. O Centro segue-se com 3677 ofertas (22,3% do total), menos 26,7% face ao período homólogo e menos 4,2% face ao mês anterior. A região Norte concentra 3167 das vagas comunicadas aos centros de emprego (19,2% do conjunto), o que representa uma quebra de 26,7% face a junho do ano passado e de 4% face a maio.
Já o número de desempregados inscritos nos centros de emprego do país voltou a cair pelo quinto mês consecutivo e nunca foi tão baixo num mês de junho. No sexto mês do ano estavam 277 742 pessoas inscritas, uma queda de 2,8% face ao mês de maio e um recuo homólogo de 1,7%, revelam ainda os dados divulgados ontem pelo IEFP.
Contas feitas, no período em análise, verificou-se uma redução de 8133 pessoas nos centros de emprego face a maio e de menos 4711 pessoas em comparação com junho de 2022.
"Para a diminuição do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2022, na variação absoluta, contribuíram, com destaque, os grupos dos indivíduos que possuem idade igual ou superior a 25 anos (menos 4630), os que procuram novo emprego (menos 3935) e os inscritos há 12 meses ou mais (menos 25 842)", indica o IEFP.
O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social destacou, em comunicado, que o desemprego registado em junho é "o mais reduzido de sempre" para este mês.
Também o número de jovens desempregados, com idades até aos 25 anos, caiu, registando uma diminuição em cadeia de -7,7% (menos 2322 jovens) face ao mês anterior, e de -0,3% (menos 81 jovens) face ao mês homólogo.
Igual tendência foi verificada no desemprego de longa duração, com menos 2139 pessoas (-1,9%) face a maio, e menos 25 842 de inscritos em comparação com junho de 2022 (-18,8%).
"Entre maio e junho de 2023, o desemprego registado diminuiu em cadeia em todas as regiões, assim como em todos os setores de atividade económica: "agrícola" (-1,9%), "secundário" (-2,5%) e "terciário" (-2,6%). Em termos homólogos, regista-se uma subida no setor "agrícola" (+1,7%)e no setor "secundário" (+0,5%) e uma descida no setor "terciário" (-0,1%)", sublinhou ainda o gabinete da ministra Ana Mendes Godinho.
Já o número de casais desempregados também registou, em junho, uma redução em cadeia de -1,7% (menos 79 casais desempregados) e de -2% em termos homólogos.
Os dados do IEFP revelam ainda que, além dos mais de 277 mil desempregados registados, estavam inscritos nos centros de emprego, no final de junho, 45 141 pessoas com emprego, 102 011 "ocupados" (em programas especiais de emprego) e 20 409 "indisponíveis temporariamente". No total, os pedidos de emprego no final do mês passado totalizaram 445 313, menos 3,1% em comparação com igual período do ano passado.