O Tribunal do Rio de Janeiro mantém os dois nomes que indicou para administradores judiciais da Oi, mesmo depois de ser conhecido que a PricewaterhouseCoopers (PwC) é um dos 13 mil credores da operadora brasileira, na qual a Pharol tem 25,2%.
A PwC é credora em pouco mais de um milhão de reais (mais de 278 mil euros) da Oi, um dos 13 mil credores listados pela operadora no processo de recuperação judicial, através duas empresas a PwC Contato e a PwC Eaq, segundo noticiou O Globo que avançava que a nomeação da consultora iria ser contestada no tribunal que está a gerir o maior processo de recuperação judicial da História do Brasil.
Para o Tribunal a PwC ser credora não gera conflito de interesse."Não seria a administradora quem examinaria o seu próprio crédito e sim terceiros", justificou o Tribunal, citado pela Valor Econômico. Outro argumento favorável à PwC é que faz parte da tradição do sistema brasileiro que a assunção da administração judicial possa ser feita por um dos credores.
A escolha do escritório de advogados Arnold Wald também não ficou isenta de críticas, já que o nome não constava da lista de nomes enviada pela Anatel para o Tribunal. A decisão foi tomada com base na Lei de Recuperação Judicial e com a concordância do Ministério Público, informou o Tribunal.
O escritório de advogados, que já trabalhou para a Oi em ações judiciais, informou entretanto que "embora não haja conflito material entre tais demandas e a recuperação judicial em curso, já providenciou os respetivos substabelecimentos (transferência para terceiros) sem reservas", cita a Valor Econômico.
Societé Mondiale pede juiz para permitir a convocar assembleia para afastar administradores da Pharol
O fundo Société Mondiale deu na segunda-feira entrada com uma petição para que o Tribunal do Rio de Janeiro, que tem em mãos o processo de recuperação judicial da Oi, autorize a realização de uma assembleia geral de acionistas para mudar o conselho de administração da Oi. O fundo, gerido pela Bridge e que tem o empresário Nelson Tenure no comité de investimentos, quer afastar os 5 administradores da Pharol, com 25,2% a maior acionista da companhia e que tem o maior número de administradores no conselho (5 num total de 11).
A iniciativa do fundo surge depois de na sexta-feira, dia em que termina o prazo dado pela Societé Mondiale/Bridge, o conselho da Oi ter remetido uma decisão para o Tribunal, já que na prática o pedido pode resultar na mudança de controlo de gestão da Oi, numa fase em que a empresa está sob recuperação judicial.