A Oi vai avançar com um aumento de capital de 4 mil milhões de reais, cerca de 947 milhões de euros, ultrapassada a suspensão arbitral pedida pela Bratel (controlada pela Pharol) e o ok da SEC, nos Estados Unidos.
Pharol ainda não decidiu se vai ao aumento de capital. Tem até dia 17 de dezembro para decidir. "O Conselho de Administração ainda não decidiu [se vai ao aumento de capital]. Tudo dependerá da evolução dos preços das ações e dos direitos de preferência no mercado", diz fonte oficial da Pharol, ao Dinheiro Vivo.
"A Pharol não pretende evitar a diluição percentual da sua participação na Oi mas sim qualquer risco da diluição do valor dessa participação. Assim, encara ainda todas as possibilidades: maior ou menor aumento de capital, venda de ações ou direitos de subscrição ou a sua própria tesouraria, tendo até 17 de dezembro para tomar decisões. Em caso de ida ao aumento de capital a data de liquidação será até 26 de dezembro", sintetiza. Depois do programa de troca de dívida por capital da Oi, a Pharol viu a sua posição reduzir de mais de 20& para cerca de 7%.
"Os direitos de preferência podem ser exercidos no prazo de 30 dias corridos, começando na abertura do mercado do dia 22 de novembro de 2018 e terminando no fechamento do mercado do dia 26 de dezembro de 2018, observados os prazos estabelecidos pela B3, pelo Banco do Brasil e pelos respetivos agentes de custódia dos acionistas ("Período de Exercício dos Direitos de Preferência")", informa a Oi.
"Cada uma Ação Ordinária e cada uma Ação Preferencial conferirá ao seu titular o direito à subscrição de 1,333630 Novas Ações Ordinárias", refere ainda a operadora brasileira.
"Espera-se que toda e qualquer Nova Ação Ordinária que não for subscrita no período de exercício dos direitos de preferência pelos titulares de Ações Ordinárias e/ou Ações Preferenciais seja subscrita pelos investidores e gestores de fundos", refere a Oi, cumprindo-se o contrato de compromisso fechado com os grandes credores a 19 de dezembro de 2017.