ONU. Afinal, quem são os adversários de António Guterres?

A candidatura de Kristalian Georgieva elevou a dez o número de candidatos. Conheça os adversários de António Guterres na corrida à ONU
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A candidatura de Kristalian Georgieva elevou a dez o número de candidatos na corrida a secretário-geral das Nações Unidos, uma lista que tem como favorito o português António Guterres.

Eis a lista dos adversários do antigo primeiro-ministro de Portugal e ex-Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados:

Kristalina Georgieva - A comissária europeia, de origem búlgara, foi a candidata surpresa, que surgiu já o processo estava em curso. Muitos dizem que corresponde ao desejo de uma parte da comunidade internacional de, desta vez, as Nações Unidas serem lideradas por uma mulher.

Atual vice-presidente da Comissão Europeia e antiga Comissária dos Assuntos Humanitários de Durão Barroso, Georgieva é vista como a adversária mais temível de António Guterres, já que, para além de ter o apoio explícito da Alemanha, é provável que tenha também o de algum, ou alguns, membros do Conselho de Segurança com direito de veto.

O seu aparecimento gerou indignação junto de várias organizações da sociedade civil, por pôr em causa a transparência e abertura do processo de eleição do próximo secretário-geral.

Vuk Jeremic - Segundo classificado nas cinco rondas entre os candidatos já realizadas, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia (2007-2012) é elogiado pelas suas capacidades diplomáticas. Preside atualmente ao Centro para as Relações Internacionais e o Desenvolvimento Sustentável (tema a que esteve ligado também por via das negociações da Agenda 2030), grupo de reflexão com sede em Belgrado. Foi eleito por voto direto (uma estreia desde a Guerra Fria) para presidir à 67.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Danilo Türk - Ex-Presidente da Eslovénia (2007-2012). Com extensa carreira nos direitos humanos, empenhou-se na reforma do sistema das Nações Unidas, onde integrou vários organismos, foi assistente do ex-secretário-geral Kofi Annan para os Assuntos Políticos e esteve na criação do Conselho de Direitos Humanos. Atualmente, é membro do Clube de Madrid e presidente do Painel de Alto Nível sobre Água e Paz.

Miroslav Lajcák - Ministro dos Negócios Estrangeiros e Assuntos Europeus da Eslováquia, é diplomata de carreira e teve um papel ativo na mediação das crises pós-conflito nos Balcãs.

Srgjan Kerim - Economista, professor universitário, diplomata e empresário, foi chefe da diplomacia e embaixador da Macedónia, bem como presidente da 62.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (é membro do Conselho de Presidentes deste órgão).

Natalia Gherman - Atual vice-primeira-ministra e ministra dos Negócios Estrangeiros da Moldávia, é diplomata de carreira. Ex-deputada, coordena, desde 2009, a implementação de uma série de projetos com assistência das Nações Unidas na Moldávia.

Irina Bokova - É a primeira candidata apresentada pela Bulgária, que entretanto a substituiu por Kristalina Georgieva. Face à decisão, a atual diretora-geral da UNESCO (agência das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura) manteve a sua candidatura. "Grata a todos os que me apoiam e completamente comprometida em continuar a corrida para próxima secretária-geral", anunciou, na rede social Twitter.

Helen Clark - Ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, com extensa carreira política (foi também deputada), foi eleita administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em 2009, primeira mulher nesse cargo, em que se mantém. Preside também ao Grupo das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Susana Malcorra - Atual ministra dos Negócios Estrangeiros da Argentina, foi chefe de gabinete do atual secretário-geral das Nações Unidas, cargo que ocupou em 2012 e até ser eleita governante, em 2015.

Os que já não estão na corrida -- Três dos 13 candidatos originais já desistiram da corrida: a ex-ministra dos Negócios Estrangeiros croata Vesna Pusic; o antigo primeiro-ministro e atual titular dos Negócios Estrangeiros do Montenegro, Igor Luksic; e a costa-riquenha Christiana Figueres, da agência ambiental da ONU.

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