OPEP+ confirma novo corte da produção de petróleo a partir de maio

Esta redução já levou a uma subida acentuada do preço do "ouro negro" e vem juntar-se a outro corte de 0,5 milhões de barris por dia pela Rússia e ao corte acentuado de dois milhões de barris adotado em outubro passado pelo grupo de 23 países.
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A aliança OPEP+ confirmou esta segunda-feira, depois de realizar uma teleconferência do comité interno JMMC, que, a partir de maio, retirará 1,16 milhões de barris por dia do mercado com base em cortes "voluntários" de vários dos seus parceiros.

Esta redução, que após ter sido anunciada no domingo, já levou a uma subida acentuada do preço do "ouro negro", vem juntar-se a outro corte de 0,5 milhões de barris por dia pela Rússia e ao corte acentuado de dois milhões de barris adotado em outubro passado pelo grupo de 23 países.

O comité do JMMC (Joint Ministerial Monitoring Committee) do grupo das 23 nações liderado pela Arábia Saudita e pela Rússia, um órgão consultivo sem poderes de decisão, reuniu-se esta segunda-feira para debater os cortes no fornecimento de petróleo anunciados por vários países da OPEP+, bem como os aumentos nos preços do petróleo que esta inesperada decisão já provocou.

A Arábia Saudita e outros países da aliança OPEP+ (OPEP e aliados) anunciaram no domingo que retirarão conjuntamente mais de um milhão de barris por dia do mercado a partir do próximo mês, um corte além da descida de dois milhões de barris por dia já em vigor desde novembro de 2022.

Na sequência destes anúncios, a Rússia, que já tinha dito em março que iria reduzir a sua produção em 0,5 milhões de barris por dia, informou que iria prolongar esta medida até ao final de 2023, e o Cazaquistão informou um corte voluntário de 78.000 barris por dia.

O petróleo Brent para entrega em junho manteve esta segunda-feira a forte tendência ascendente, ao subir 5,2% depois das 10h44 TMG em Londres para 83,99 dólares, na sequência do anúncio pelos principais produtores de corte a produção.

O petróleo do mar do norte, de referência na Europa, começou a sessão desta segunda-feira no mercado de futuros de Londres a subir 4,8% para 83,63 dólares, depois de ter terminado a sessão de sexta-feira a 79,77 dólares.

Contudo, como já vimos antes, os preços do petróleo subiram acentuadamente depois de a Arábia Saudita, o Iraque e vários países do Golfo terem anunciado no domingo que irão cortar a produção de petróleo em mais de um milhão de barris por dia a partir de maio.

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