A ambição dos mercados
A aposta em Mercados Inteligentes é cada vez mais importante para o crescimento das nossas empresas e a sua criação de valor. Muito oportuna neste contexto a iniciativa da PTPC – Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção / Cluster AEC, no âmbito do Consórcio DIGITALBuilt que lidera, de realizar uma Missão de Trabalho a Paris (OCDE e IFC / Banco Mundial) com o objetivo de tomar contacto direto com os Investimentos Críticos que a Europa tem pela frente. Só se conseguirão aumentar os índices de reputação da nossa economia no exterior se soubermos prestigiar da melhor forma as nossas competências e o exemplo da PTPC – Cluster AEC é claramente uma referência nesta agenda.
A aposta em Mercados Inteligentes tem de se assumir como o ponto de partida e de chegada de uma nova dimensão da competitividade em Portugal. Compete às empresas a tarefa maior de saberem protagonizar o papel simultâneo de ator indutor da mudança e agregador de tendências. As empresas terão de saber utilizar as redes diplomáticas existentes, sempre numa base de partilha colaborativa estratégica e tendo por base a concretização de objetivos claros e adequados à carteira de competências do país. Esta iniciativa dum dos mais dinâmicos clusters da nossa economia é um belíssimo exemplo desta estratégia.
As empresas têm de se assumir como atores globais, capazes de transportar para a nossa matriz social a dinâmica imparável do conhecimento e de o transformar num ativo transacionável indutor da criação e riqueza. Para isso, a aposta em Mercados Inteligentes deverá mobilizar as equipas de gestão das empresas para desenvolverem parcerias de valor assentes no conhecimento e na competência e na capacidade de desenvolver redes de cooperação com impacto na gestão de projetos de reconstrução e modernização em que entidades internacionais de referência como a IFC / Banco Mundial têm um papel central de mobilização e coordenação.
Luiz Mello, diretor da OCDE, considera que a aposta nestes Mercados Inteligentes tem de ser focada em projetos estratégicos em áreas como os investimentos críticos e a habitação. Também a reconstrução da Ucrânia, segundo a diretora do IFC / Banco Mundial representa grandes oportunidades e o desafio de construir as melhores redes colaborativas está na linha da frente. A PTPC / AEC tem feito da inovação o motor da sua estratégia como o seu BUILT Colab tão bem tem sabido executar e que é uma das referências nesta agenda internacional de construção de novas parcerias estratégicas com potencial para as empresas portuguesas.
As fileiras – e as empresas que as integram - têm um grande desafio na agenda de aposta em Mercados Inteligentes. Porque as fileiras são um percurso possível decisivo na nossa matriz social, o sucesso com que conseguirem assumir este novo desafio que têm pela frente será também em grande medida o sucesso com que o país será capaz de enfrentar os exigentes compromissos da globalização e do conhecimento. As fileiras têm de assumir dimensão global ao nível da geração de conhecimento, valor, mas também de imposição de padrões sociais e culturais. Por isso esta iniciativa da fileira integrada da construção deve ser claramente um exemplo a seguir no futuro.
