Esta foi uma semana agitada nos mercados. O destaque foi a escalada de tensões no Irão e o risco de contágio regional, que pressionaram os índices americanos durante grande parte da semana, apesar de o S&P 500 ter atingido máximos históricos ao ultrapassar os 7.000 pontos. Os preços do petróleo acompanharam os desenvolvimentos no Médio Oriente: uma subida acentuada na primeira metade da semana e uma correção a partir de quarta-feira, quando o risco de escalada imediata diminuiu de forma significativa.Na terça-feira foram publicados os dados da inflação dos EUA para dezembro. O índice de preços no consumidor fixou-se nos 2,7% em termos homólogos, ligeiramente abaixo do esperado, mas ainda acima da meta de 2% da Reserva Federal. O destaque voltou a estar nos componentes mais persistentes, com a habitação e os serviços a continuarem elevados, sinal de que o processo de desinflação está longe de concluído. Neste contexto, os mercados continuam a apontar para 2 a 3 cortes da taxa de referência dos EUA em 2026, embora a trajetória vá depender em grande medida da evolução do mercado laboral e, em particular, de qualquer sinal de reaceleração dos salários.Não menos importante foi o ressurgimento de uma investigação criminal relacionada com o presidente da Fed, Jerome Powell, e as obras de renovação da sede do banco central. Powell afirmou publicamente que se trata de uma tentativa de Donald Trump o pressionar a baixar as taxas de juro, embora o presidente tenha dito que não planeia demiti-lo antes do fim do mandato. O episódio levou uma subida do ouro, enquanto ativo de refúgio, e reacendeu o debate sobre a independência da Reserva Federal, com vários responsáveis de outros bancos centrais a saírem em defesa de Powell.