Lisboa redefine o mercado de luxo para investidores globais
Já de há alguns anos para cá que Portugal tem vindo a afirmar-se com força no mapa internacional do investimento imobiliário de luxo. Numa fase em que o capital global procura destinos seguros, sofisticados e com elevado potencial de valorização, o nosso país assume uma posição privilegiada que vai muito além da sua histórica beleza e qualidade de vida. O dinamismo que hoje observamos é um reflexo direto de tendências globais.
Novas imobiliárias de luxo, como a Corcoran Atlantic e a Forbes Global Properties, abriram escritório em Portugal e o segmento das branded residences afirma-se como uma aposta, começando há uns anos com o pioneiro grupo JNcQUOI, e no segmento do Turismo com o Viceroy at Ombria e o Hyatt Regency, seguindo-se o ultraexclusivo Costa Terra e, recentemente, com a notícia da abertura das Karl Lagerfeld Residences em Lisboa, combinando qualidade de vida, serviços premium, luxo que combina natureza e cultura, e uma sofisticação discreta reconhecida internacionalmente.
O segmento de luxo é um mercado que está a crescer: o valor médio por metro quadrado para imóveis de alta gama atingiu patamares que sustentam a perceção de Lisboa como um destino competitivo de nível europeu, mas tem gerado muitas vezes críticas, nomeadamente quanto à dimensão dos compartimentos (com a expectativa de áreas maiores) ou acabamentos que não acompanham o custo/m2.
Este shift na mentalidade de quem promove e constrói é importante e temos participado em soluções de upgrade com players do mercado que viram a necessidade de rever projetos para melhorar a qualidade dos acabamentos, de modo acompanhar os requisitos deste novo público mais exigente, apresentando os projetos com nova visão de arquitetura e interiores que acompanham as tendências do segmento de luxo.
O crescimento do mercado de luxo em Lisboa, impulsionado pelas branded residences e por um ecossistema económico e cultural vibrantes, exemplifica que o valor não se mede apenas em euros por metro quadrado, mas também em experiência, significado e compromisso com a excelência. Como cidade e como mercado, Lisboa está hoje a criar uma proposta de valor, que obriga investidores internacionais a olharem para Portugal com seriedade estratégica e com entusiasmo.
Neste novo mercado, é importante reforçar que a abordagem enquanto arquitetos, ultrapassa a simples entrega de um edifício – implica uma finesse de trabalho que não se resume a “seguir tendências”.
Defendo que devemos integrar a arquitetura de uma forma holística, com todas as outras atividades e intervenientes de uma forma proativa e positiva. Trabalhamos em colaboração com estúdios de outros países e conceitos que vêm predefinidos dos departamentos de marketing e estratégia de cada grupo, combinando técnica, arte e estratégia de investimento. Ou seja, o mote deve ser assegurar criatividade, eficiência e todo o apoio logístico, desde a conceção arquitetónica até à construção incluindo a curadoria de artistas emergentes, cujas obras podem transformar uma residência de luxo num espaço de exposição e expressão cultural.
Este enfoque — que combina valor imobiliário com valor artístico — responde diretamente a um perfil de investidor que quer que a sua casa seja tanto um ativo sólido, quanto um palco de identidade pessoal e cultural.
