Os impactos da Jornada Mundial da Juventude em Lisboa

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Depois do Rio de Janeiro em 2003, Cracóvia em 2016, e Panamá em 2019, é a vez de Lisboa receber a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Trata-se do maior evento já organizado em Portugal, apesar de já termos mostrado a nossa capacidade, noutras alturas, nomeadamente, aquando da organização da EXPO´98.

Deparamo-nos enquanto nação com dois grandes desafios. O primeiro desafio prende-se com a organização do evento e a capacidade de resposta. Isto fará a diferença, a forma ordenada e tranquila como vamos responder aos problemas que vão inevitavelmente aparecer e a capacidade de mantermos o nosso sorriso e exercer a hospitalidade genuína que nos carateriza, enquanto povo. O segundo desafio, a capacidade de Lisboa receber a JMJ e em simultâneo os habituais turistas que nos visitam nesta altura do ano. A capacidade de carga do destino nunca foi tão posta à prova como será nos próximos dias.

Durante as Jornadas da Juventude, Portugal vai andar nas ´bocas do mundo´. Afinal, a capital foi a cidade escolhida pelo Papa para receber as JMJ´2023. Apesar dos constrangimentos que antecedem o evento e até mesmo aqueles que acontecerão durante os próximos dias, devemos enaltecer os vários benefícios que caraterizam a organização da JMJ, no curto prazo:

- Melhorias de determinadas zonas da cidade para os residentes e para os turistas. Tal como aconteceu na EXPO´98 serão recuperadas e reabilitadas zonas da cidade que proporcionarão bons momentos a quem a visita ou quem nela habita;

- Novas infraestruturas criadas para o evento, mas que permanecerão para regozijo de quem vive e visita Lisboa, nomeadamente transportes;

- Estímulo à Economia local com benefícios diretos e indiretos;

- Promoção e divulgação da cultura local;

- A experiência conjunta da Câmara Municipal, das empresas e Associações que se uniram para organizar este evento;

- Impacto positivo da imagem de Lisboa, por receber um evento desta envergadura. A nossa cidade associa-se cada vez mais à capacidade para organizar e receber grandes eventos.

A longo prazo, prevalecerá o fortalecimento da nossa visibilidade global, graças à cobertura mundial dos órgãos de comunicação mundial que nos visitam durante os próximos dias. A isto soma a notoriedade que vamos capitalizar por termos sido escolhidos pelo Papa para esta organização. Quem não conhecia Lisboa, tem agora mais um argumento para nos visitar.

Os próximos dias serão desafiantes e as questões da mobilidade serão mencionadas e repetidas. Mobilidade dos fornecedores, das pessoas que trabalham e vivem em Lisboa e a mobilidade de quem nos visita. A calma, a simpatia e a capacidade de resolver problemas deverão liderar potenciais situações de conflito. Afinal, teremos os holofotes do mundo a apontar para nós e, portanto, deveremos olhar para este acontecimento como uma grande oportunidade.

Nos próximos dias seremos todos Lisboetas. De sorriso, de corpo e de alma!

Sofia Almeida, coordenadora da área de Turismo e Hospitalidade da Universidade Europeia

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