Outubro arranca com luz e gás mais caros

Preços da eletricidade e do gás natural encarecem a partir de hoje, após agravamentos das tarifas no mercado regulado.
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A partir desta sexta-feira, os portugueses vão pagar mais pelo consumo de eletricidade e gás natural, depois da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) ter determinado o agravamento das tarifas para o mercado regulado.

De acordo com o estipulado pela ERSE há duas semanas, a fatura da luz vai pesar, pelo menos, mais um euro na carteira das 933 mil famílias que ainda estão no mercado regulado (faturas têm origem na EDP Serviço Universal). O preço da eletricidade vai aumentar 3%, o que se traduz em mais 1,05 euros na fatura mensal de um casal sem filhos, com um contador de 3,45 kVA e um consumo de 1900 kWh/ano . Já para um agregado com dois filhos com um contador de 6,9 kVA e um consumo de 5.000 kWh/ano, o aumento é de 2,86 euros. Estes valores, que configuram o segundo aumento na fatura da luz em 2021, estão em vigor até ao final do ano.

Isentos do crescimento dos custos da luz para o mercado regulado, estão os 5,4 milhões de clientes que estão no mercado livre, pelo menos para quem é cliente da EDP Comercial, Galp, Endesa e Iberdrola, que já fizeram saber que vão manter preços até ao final do ano - também o Governo já prometeu que a luz não vai subir em 2022 no mercado regulado.

A par da luz, também os preços do gás natural vão crescer a partir de hoje. Mas, neste caso, a subida estará em vigor até 30 de setembro de 2022.

A tarifa regulada de gás natural vai agravar 0,3%, o que se traduz num acréscimo de quatro cêntimos para um casal que pague hoje uma média mensal de 10,90 euros por gás natural. No caso de um casal com dois filhos, com um gasto média mensal de 20,23 euros, o agravamento da tarifa representa mais sete cêntimos na fatura do gás.

Não obstante, os cerca de 56 mil consumidores que beneficiam da tarifa social vão beneficiar durante um desconto de 31,2%, entre 1 de outubro deste ano e 30 de setembro de 2022. A benesse representa menos 3,40 euros mensais na fatura de um casal e menos 6,31 euros por mês nos gastos de um agregado familiar com dois filhos.

O que justifica aumentos?
A motivar os aumentos da eletricidade e do gás está a crescente pressão sobre os custos de produção. No caso da luz e do gás, o aumento resulta dos preços recorde que se têm verificado no Mercado Ibérico de Eletricidade, uma bolsa que controla a eletricidade que é produzida através de diferentes fontes de energia e onde os preços vão mudando consoante os custos de produção. Por exemplo, segundo o OMIE, o operador que gere o mercado ibérico diário e intradiário, o preço da eletricidade no mercado grossista ibérico vai disparar e o preço médio chega hoje aos 216,01 euros em Portugal e Espanha.

Quanto me vai custar utilizar cada eletrodoméstico?

Os aumentos dos preços vão resultar num agravamento de quanto cada eletrodoméstico, habitualmente, nas casas das famílias portuguesas vai consumir. De acordo com a comparação de tarifas feita pela ​​​​​​​Selectra, assumindo uma tarifa bi-horária e um contador de 3,45 kVA, os aquecedores elétricos, máquinas de lavar roupa e fornos serão os eletrodomésticos que maior despesa farão, a partir desta sexta-feira.

No caso de um agregado que tenha contratualizado uma tarifa bi-horária com uma potência contratada de 6.9kVA (frequente em famílias com quatro pessoas), os eletrodomésticos que mais vão consumir são, novamente, os aquecedores elétricos, os fornos elétricos, as máquinas de lavar roupa e as máquinas de lavar loiça.

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