Palmeiras, de Abel Ferreira, é a nova fábrica de dinheiro

Clube brasileiro representa mais de 6% de todas as verbas movimentadas nesta janela. E ainda não está contabilizada a transferência da última joia. O SC Braga vem atrás
O português Abel Ferreira é o treinador do Palmeiras.  FOTO: Eitan Abramovich/AFP
O português Abel Ferreira é o treinador do Palmeiras. FOTO: Eitan Abramovich/AFPO português Abel Ferreira é o treinador do Palmeiras. FOTO: Eitan Abramovich/AFP
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De todo o dinheiro movimentado no mundo de futebol na janela de verão, 6% dos mais de 1,2 milhões de euros em circulação foram parar aos cofres do Palmeiras, clube treinado pelo português Abel Ferreira. São 73,8 milhões de euros sem contabilizar a última joia, já negociada com o Chelsea mas apenas para 2025/26.

Os valores que caíram na conta do Verdão, como é conhecida a equipa da colónia de emigrantes italianos de São Paulo, referem-se, segundo dados compilados pelo site Transfermarkt, às vendas de Endrick, 17 anos, para o Real Madrid, a um valor inicial de 47,5 milhões de euros, de Luís Guilherme, 18 anos, para o West Ham, por 23 milhões, e de Luan, 31 anos, por quase quatro milhões, para o mesmo Toluca que contratou o ex-sportinguista Paulinho.

Não está incluído ainda Estêvão, a última joia da coroa palmeirense, já encaminhado para o Chelsea, mas só para o ano, quando completar 18. O negócio, milionário, envolve valores em torno de 61 milhões.

“Na contabilidade do Transfermarkt só estão incluídos negócios que acabaram de ser fechados e também o pagamento de obrigações contratuais de transações definitivas previstas em acordos de empréstimos que foram feitos um bom tempo atrás”, conforme assinala Rafael Reis, especialista brasileiro em futebol internacional.

Entretanto, salvo Luan, que é um jogador já experiente, os três restantes palmeirenses negociados, Endrick, Luís Guilherme e Estêvão, foram chamados de “trio dos 200 milhões” por um dirigente da academia do Palmeiras que disse há cerca de um ano ao site GE que o clube seria “incompetente” se não conseguisse arrecadar esse valor pela transferência do “trio de canhotos da equipa de sub-17”.

Segundo contas do UOL Esporte, que não são as mesmas do Transfermarkt porque contabiliza o valor potencial das transferências, isto é, o que elas podem valer após o cumprimento de objetivos desportivos, o Verdão ficou quase. O Madrid pagou 60 [eis a diferença face ao Transfermarkt que avalia o negócio em 13 milhões de euros menos], os blues, 61,5 e os hammers, 30 [e não os 23 pagos à cabeça], num total de 151,5 milhões.

Presidido pela empresária Leila Pereira, o Palmeiras tem sido o grande animador de um mercado que ainda está aos solavancos, porque a janela de transferências esteve fechada em quatro das cinco principais ligas da Europa, a da Alemanha, a da Espanha, a da Itália e a da França, em junho.

A seguir ao Palmeiras, de Abel, está um ex-clube de Abel: o SC Braga. Os minhotos ganharam 41 milhões de euros nas transferências de Álvaro Djaló (15 milhões), para o Athletic, de Rodrigo Gomes (15 milhões), para o Wolves, de Abel Ruiz (9), para o Girona, e ainda parcelas do empréstimo e venda do passe de Al-Musrati, para o Besiktas.

Eis a lista dos melhores vendedores até agora: 1.º Palmeiras: 73,8 milhões de euros; 2.º SC Braga: 41; 3.º Sassuolo: 34,8; 4.º Brugge: 33, 5.º Chelsea: 32,5 milhões de euros.

E a dos maiores compradores: 1.º Inter, 50,5; 2.º Real Madrid: 47,5; 3.º Bournemouth: 42,2, 4.º Bayern: 39,9; 5.º Bayer Leverkusen, 33.

E, finalmente, a dos talentos mais caros: 1.º Endrick (do Palmeiras para o Real Madrid): 47,5; 2.º Igor Thiago (Brugge-Brentford): 33; 3.º Lewis Hall (Chelsea-Newcastle): 32,5; 4.º Davide Frattesi (Sassuolo-Inter): 29; 5.º Luis Sinisterra (Leeds-Bournemouth): 23,4 milhões.

Vai a janela de 2024 recém-aberta superar a de 2023, que, impulsionada pelo petro-investimento da Arábia Saudita, movimentou 8,8 mil milhões de euros, um recorde da história do futebol? A 2 de setembro, quando fechar, saberemos.

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